Passos é o político com avaliação mais negativa

Os portugueses estão cada vez mais desiludidos com Passos Coelho. Mais de seis em cada dez fazem hoje uma avaliação negativa do primeiro-ministro, que com uma nota média de 6,3 pontos em 20 bateu no fundo da tabela de popularidade dos principais líderes políticos.

O chefe do Governo sofreu um desgaste acentuado face a junho quando ainda não eram conhecidas medidas de austeridade do Executivo para 2013. Nessa altura Passo recolhia 48% de opiniões positivas e com uma nota média de 8,1 estava à frente de Paulo Portas.

O Presidente da República e os outros líderes partidários também não escapam à tendência de descida. Cavaco Silva, que convocou o Conselho de Estado no primeiro dia da sondagem, recolhe mais de metade das opiniões negativas e uma nota média de 8 - menos oito décimas que em junho.

António José Seguro surge com uma nota de 8,4 - queda de três décimas -, mas garante mais de metade de opiniões positivas. Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã ficam-se pelos 8,1 valores, mais um do que Paulo Portas, que fecha a tabela.

O desgaste do primeiro-ministro tem um reflexo correspondente na avaliação do Executivo. A percentagem de inquiridos que avalia como muito mau o desempenho do Governo subiu de 30% para 42%. O número dos que fazem uma avaliação positiva desceu, por contraste, de 25% para 16%.

O pessimismo também aumentou. Hoje, 37% dos inquiridos têm expectativas negativas quanto à governação, quando em junho eram 27%. Também aumentou, mesmo que ligeiramente, de 58% para 60%, a percentagem de inquiridos que não olha para a oposição como uma alternativa.

Ficha técnica para a imprensa (DN e JN)

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2012. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e 2011 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1132 inquéritos válidos, sendo que 60% dos inquiridos eram do sexo feminino, 34% da região Norte, 22% do Centro, 29% de Lisboa e Vale do Tejo, 8% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 40,1%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1132 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.

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