Passos diz que este é o primeiro Natal sem "nuvens negras"

Passos fez balanço dos três anos de governação e destacou a importância das escolhas em 2015. E deixou um recado a Costa e farpas aos ex-gestores do BES e do GES.

Pedro Passos Coelho fez esta quinta-feira um balanço dos três anos de governação PSD/CDS e disse aos portugueses que "todos sentimos no nosso dia-a-dia as dificuldades" e "como custou atravessar este período tão adverso". Na mensagem de Natal que leu, o primeiro-ministro reconheceu que "os sacrifícios foram muitos", embora tenha destacado a importância de em 2014 o programa de assistência económica e financeira (PAEF) ter sido fechado com a famosa "saída limpa", determinante, frisou, para a reconquista "da nossa autonomia".

Com os olhos postos em 2015, o líder do executivo confirmou que a recuperação económica continuará a ser a prioridade - sublinhou o crescimento do emprego, do turismo, das exportações e a consolidação orçamental - e insistiu que o país vai entrar "numa nova fase" de normalização dos rendimentos e de aumento do poder de compra da população.

"Continuaremos a estimular a criação de emprego, apoiando as empresas, abrindo a economia, multiplicando as exportações e prosseguindo as políticas ativas de emprego para dar as oportunidades que os nossos jovens e aqueles que estão há mais tempo no desemprego merecem. A redução do desemprego continuará a ser um firme compromisso do Governo para 2015", observou Passos, para quem o Natal deste ano é "o primeiro desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte".

Ora, apontando ao ciclo eleitoral que se avizinha, o também presidente do PSD referiu que "temos ainda muitas escolhas a fazer para fortalecer o nosso presente e preparar o nosso futuro" e vincou que "é muito importante proteger o que já conseguimos, com grande esforço e sacrifício". "Não queremos deitar tudo a perder", advertiu, num recado a António Costa e ao PS, tal como tem sido hábito no discurso da maioria.

A rematar, e após ter salientado que o colapso do Banco Espírito Santo (BES) e do Grupo Espírito Santo (GES) constituiu "uma grande adversidade", Passos afirmou que tenciona construir uma sociedade com "mais justiça e menos desigualdades" e na qual "não haja privilégios nas mãos de um pequeno grupo com prejuízo para todos".

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