Passos concorda com PR mas acha a discussão "espúria"

Passos Coelho considerou hoje à tarde que é "espúria" a discussão sobre se a economia portuguesa deve ou não assentar numa política de baixos salários - discussão colocada sexta-feira na agenda por uma intervenção do Presidente da República.

"Em Portugal perde-se muito tempo com discussões espúrias", considerou o primeiro-ministro, falando hoje à tarde numa conferência em Santa Maria da Feira (Aveiro) com empresários.

E isto porque, no seu entender, "perderíamos sempre" se a economia lusa tentasse nessa perspetiva - através da redução salarial - competir com a de grandes potências emergentes.

Assim, acrescentou o primeiro-ministro, o que importa é seguir um "modelo baseado no valor acrescentado".

Passos Coelho sublinhou ainda que não compete ao Estado "dirigir" a economia e decidir - nomeadamente na atribuição de fundos comunitários - que setores é que devem "majorados" ou não. A única valorização será a dos "bons negócios", explicou, dizendo ainda que estarão ao dispor das empresas seis mil milhões de euros até 2020, por via de verbas comunitárias.

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