Passos Coelho não faz promessa quanto a baixar IRS

O primeiro-ministro disse hoje, em Viena, que o Governo está a trabalhar para fazer um desagravamento fiscal em sede de IRS durante a atual legislatura, mas escusou-se a fazer uma "promessa" neste sentido.

Pedro Passos Coelho, que falava aos jornalistas à margem da sua participação na reunião do Partido Popular Europeu (PPE), foi questionado sobre a proposta feita pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS-PP, Paulo Portas, de um "desagravamento fiscal em sede de IRS" nesta legislatura.

"É para isso que estamos a trabalhar, não há nenhuma divergência. Sabemos que o país tem um nível de fiscalidade muito elevado", começou por dizer o primeiro-ministro, escusando-se a fazer "uma promessa".

"Eu não posso fazer essa promessa [descida do IRS na atual legislatura], porque se o dissesse aqui isso seria uma promessa que eu não sei se tenho condições para cumprir. Isso é o que eu gostaria que acontecesse e é para isso que estamos a trabalhar", declarou Passos Coelho.

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu, na terça-feira, que o "desagravamento fiscal em sede de IRS" deve começar na atual legislatura governamental.

"No plano fiscal, a maioria deve estabelecer um calendário e objetivos firmes, para, após a reforma do IRC, iniciar, ainda nesta legislatura, o desagravamento fiscal em sede de IRS", defendeu Paulo Portas.

A ideia consta da moção de Paulo Portas ao XXV Congressso do CDS-PP, que se realiza a 06 e 07 de julho, na Póvoa do Varzim.

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