Passos Coelho investigado por ilegalidade

O primeiro ministro Pedro Passos Coelho terá recebido pagamentos do grupo Tecnoforma no valor de mais de 150 mil euros entre 1995 e 1998, quando era deputado em regime de exclusividade.

Segundo noticia hoje a revista Sábado, a denúncia chegou "este ano" à procuradora geral da República, Joana Marques Vidal, e está a ser investigada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Em causa estão, segundo a revista, pagamentos de cinco mil euros mensais não declarados pelo atual primeiro-ministro ao fisco, recebidos entre 1995 e 1998. Passos era deputado com exclusividade (proibido de acumular outros rendimentos no Estado e associações públicas e privadas mas com rendimento mensal de mais 10%, lembra a Sábado) e na altura presidia a uma organização não governamental, o Centro Português para a Cooperação. Segundo a Sábado, esta ONG foi concebida pelo grupo Tecnoforma "para obter financiamentos comunitários destinados a projetos de formação e cooperação".

A investigação judicial em curso no DCIAP visa também apurar se a Tecnoforma foi favorecida em 2004, durante o governo de Durão Barroso, na adjudicação de contratos de formação para funcionários de autarquias, financiados pela União Europeia.

Contactados pela Sábado, nem o gabinete de Passos Coelho nem a Tecnoforma reagiram.

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