Passos Coelho defende que Estado vendeu CTT "a bom preço"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que o Estado vendeu os CTT a "bom preço" e não a "preço de saldo", rejeitando as críticas do BE sobre esta privatização, durante o debate quinzenal.

A coordenadora do BE Catarina Martins questionou o primeiro-ministro sobre a valorização das ações dos CTT após a venda da empresa, afirmando que "os mesmos bancos que definiram o preço de venda descobriram depois que afinal vale 30 por cento mais".

"Como é que aquilo que o Estado vendeu a cinco, agora vale sete", questionou, acusando o Executivo de ter vendido a empresa "a preço de saldo".

"Não foi uma venda a preço de saldo, foi uma venda a bom preço", respondeu Passos Coelho, considerando que "é cedo" para "tirar conclusões sobre a valorização" das ações.

Passos Coelho considerou que a valorização que os títulos tiveram no mercado após a venda "está dentro dos valores normais" e que "preocupante seria o inverso".

No debate, Catarina Martins chamou a atenção para a situação de "rutura nas urgências" em que os "atrasos nos exames são fatais", dando o exemplo dos exames de colonoscopia e considerando que esses atrasos constituem a diferença "entre a vida e a morte das pessoas".

Catarina Martins questionou o primeiro-ministro sobre se o orçamento retificativo irá prever mais dinheiro para o setor da saúde,

Na resposta, Passos Coelho acusou o BE de "utilizar a morte e o risco de morte em favor político procurando "intoleravelmente responsabilizar o governo por mortes".

"Todos os sistemas públicos se ressentem da necessidade de haver poupanças orçamentais", disse Passos Coelho, acusado pela deputada de ser "mal-educado quando as perguntas não lhe agradam".

Catarina Martins criticou ainda a diminuição dos apoios públicos à investigação científica, afirmando a Passos Coelho que o país está a ficar sem cientistas.

O primeiro-ministro respondeu o "sistema público não tem de gerar eterno nem ilimitado emprego para os investigadores".

"Eles têm é de estar ao serviço da economia e das empresas. Defendeu incentivos para que as empresas possam recrutar mais investigadores, doutorandos e cientistas", defendeu.

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