Passos apresentará nova forma de executar o Governo

O primeiro-ministro mostrou-se hoje confiante que em breve apresentará a "cidadãos" e "investidores" uma nova forma de executar o seu Governo e defendeu que não existe qualquer razão substantiva política para perder a maioria no parlamento.

Pedro Passos Coelho assumiu estas posições em resposta a questões que lhe foram colocadas pela imprensa internacional, em Berlim, no final da conferência sobre emprego.

Confrontado com o facto das 'yields' dos títulos de dívida nacionais a dez anos estarem a subir de forma significativa desde terça-feira, o primeiro-ministro reconheceu que essa trajetória é "resultado da instabilidade política" no seu Governo.

A seguir, no entanto, Pedro Passos Coelho procurou desdramatizar a situação nacional, alegando que todas as coligações [governamentais] na Europa têm os seus problemas".

"Neste preciso momento há um problema na coligação em Lisboa. Tentarei resolver esta situação o mais rapidamente possível", disse o líder do executivo.

Pedro Passos Coelho defendeu depois que, nem em Portugal, nem no exterior, alguém compreenderia que um uma maioria parlamentar abandonasse um programa de ajustamento ao fim de dois anos por falta de condições políticas para oferecer estabilidade ao Governo.

"Estou confiante que vamos apresentar brevemente aos cidadãos e aos investidores uma maneira diferente de executar o Governo, assegurando a estabilidade política", declarou.

Interrogado se a atual situação nacional não o obrigará a deixar o cargo de primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho respondeu que não se demitirá, porque não vê razão para isso.

"Se o Governo não tivesse suporte no parlamento, então não haveria possibilidade de o manter. Não vejo que haja uma razão importante em termos políticos para que este Governo possa perder a maioria no parlamento e que justifique a queda do Governo", respondeu, antes de deixar uma mensagem de otimismo:

"Estou confiante no sentido de responsabilidade de todos os agentes políticos no parlamento, particularmente nos da coligação governamental", acrescentou.

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