Passos acredita que Portugal pode seguir exemplo irlandês

Primeiro-ministro diz que "nem tudo depende do Governo" para a conclusão do programa de assistência financeira e defende que se as medidas orçamentais forem executadas "como previsto" o País poderá regressar em pleno aos mercados.

Pedro Passos Coelho deixou esta sexta-feira mais um recado, ainda que implícito, ao Tribunal Constitucional, afirmando que se as medidas previstas no Orçamento do Estado para o próximo ano e as reformas que o Executivo quer pôr em marcha forem executadas "como previsto" Portugal poderá estar em condições de voltar a financiar-se exclusivamente nos mercados, seguindo o exemplo da Irlanda que esta quarta-feira anunciou que colocou de parte o recurso a um programa cautelar.

O primeiro-ministro falava à margem de uma inauguração em Alenquer e frisou que "nem tudo depende do Governo" para que o programa de ajustamento seja fechado com sucesso - falou numa "saída limpa" do programa de assistência financeira -, embora tenha também assumido responsabilidades pelo impacto da crise política do verão sobre as taxas de juro a que o País consegue aceder a crédito.

No entanto, Passos vincou que "para regressarmos plenamente aos mercados teremos de ser bem sucedidos" no cumprimento das metas definidas no memorando, algo que os irlandeses conseguiram depois de terem enfrentado "medidas difíceis".

Por outro lado, o líder do Executivo voltou a admitir ser possível que o IRS sofra uma redução em 2015, salientando, no entanto, que isso só acontecerá caso existam "excedentes orçamentais".

"Esse alívio fiscal só acontecerá em 2015 se - e não se esqueçam do se - o Governo tiver margem orçamental para o fazer. E não é por ser ano de eleições que não vamos proceder a esse alívio", atirou ainda, recusando que a medida represente qualquer forma de eleitoralismo, num ano em que terão lugar as próximas legislativas.

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