Parlamento trava saída direta de 'espiões' para empresas

Iniciativa sugerida pelo Conselho de Fiscalização das secretas faz caminho na Assembleia. Só o PSD recusa tomar posição. Todos os outros partidos apoiam - apesar dos problemas jurídicos para legislar

O PCP e o Bloco de Esquerda apresentaram projetos de lei. O PS apoia a ideia e o CDS também. Só o PSD se mantém em silêncio. Na Assembleia da República já há maioria política para impedir que se repita o caso de Jorge Silva Carvalho, que num dia dirigia a secreta externa portuguesa (SIED - Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e noutro era alto quadro de um influente grupo empresarial português, a Ongoing. Os deputados preparam legislação que impõe aos ex-espiões um "período de nojo" entre a saída dos serviços e a transição para o sector privado. Já é invocado um precedente: os ministros estão impedidos de transitar para empresas privadas que tutelaram quando deixam o Governo. A sugestão do "período de nojo" foi feita já há muitos meses num relatório do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações. A evolução do caso SIED fez os deputados avançarem, mesmo com dúvidas jurídicas.

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