País está muito longe da consolidação orçamental

O PS apontou esta sexta-feira o défice orçamental de 5,9% como uma prova de que o País está muito longe de uma situação de consolidação orçamental, instando o Governo a mudar a "receita" de "cortes sobre cortes".

"Depois de tantos sacrifícios pedidos aos portugueses, nomeadamente o aumento enorme do IRS, mas também os cortes nas funções sociais, apesar de todos estes sacrifícios, a verdade é que o défice está nos 5,9, ou seja, muito próximo dos 6% e muito longe dos 5,5% que é a meta atual do Governo e ainda mais longe do défice que inicialmente estava previsto", afirmou à Lusa o dirigente socialista Óscar Gaspar, a propósito dos dados divulgados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nas Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional, o INE indica que o défice orçamental atingiu os 5,9% nos primeiros três trimestres do ano, uma redução de 0,2 pontos percentuais quando comparado com o défice registado no final de setembro de 2012.

O défice em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas no apuramento do défice anual, atingiu os 7.165,6 milhões de euros no final dos três primeiros trimestres deste ano, menos 396 milhões de euros que o que registava nos primeiros três meses de 2012, altura em que o défice se fixava nos 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Face a esta conclusão do INE, estamos hoje muito longe de uma situação de consolidação orçamental", sublinhou Óscar Gaspar, insistindo que "cortes sobre cortes não resolvem problema nenhum dos país, nem sequer o problema das finanças pública".

Além disso, acrescentou, a política de "cortes" coloca em causa o presente e o futuro do país, porque a economia "não consegue levantar-se com esta situação orçamental".

O dirigente socialista destacou ainda o facto de a única rubrica que baixou ter sido a rubrica da despesa de capital, nomeadamente o investimento.

"O único sitio onde o Governo está a cortar é no investimento", criticou o dirigente socialista, reiterando que "a receita não está a funcionar" e que se está "muito longe do rumo certo".

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