OS MELHORES DITOS DA SEMANA SOBRE MAÇONARIA

A polémica desencadeada sobre as eventuais ligações entre membros dos serviços secretos e a Maçonaria, a que se somou a revelação dos líderes parlamentares do PSD, PS e CDS fazerem parte daquela sociedade discreta, suscitou uma onda de comentários em torno dos maçons assumirem publicamente a sua filiação.

"Seguramente, os senhores jornalistas conhecem muito melhor a Maçonaria do que eu próprio."

Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD (Assembleia da República)

"O facto de se pertencer à Maçonaria não é um inconveniente, deve ser uma vantagem, quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria, porque o maçon tem de ser, por definição, um homem reto, tolerante, íntegro, acima de qualquer suspeita."

António Arnaut, ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (TSF)

"Eu acho que, a bem das questões de segurança (que são questões muito delicadas), a única coisa que deve ser secreta é mesmo a atividade desses serviços e dos seus profissionais."

Augusto Santos Silva, ex-ministro da Defesa (TSF)

"Os maçons criaram certas reservas de protecção sempre com medo que uma ditadura se pudesse instalar e que eles pudessem ir, como foram na Alemanha, para os campos de concentração. Agora, penso que o mundo mudou."

Fernando Nobre, ex-cabeça de lista do PSD em Lisboa (SIC)

"Se há maçons que têm responsabilidade nos Serviços Secretos isso é natural, porque os maçons são uma elite que está presente em todas as áreas da sociedade portuguesa."

António Reis, ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (TSF)

"Maçonaria? Eu estudei nos jesuítas. A minha praia não é bem essa."

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros (jantar do CDS no Vimeiro)

"O senhor primeiro-ministro, que é um homem que gosta de música, apreciará certamente a lembrança de que há um personagem do Mozart, no Figaro , que é o Querubim, um pajem, que no meio destas confusões todas acaba por repetir no refrão 'já não sei quem sou'."

Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda (AR)

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.