Oposição diz que défice de 10,6% revela "falhanço total"

PS, PCP e BE qualificaram o défice orçamental de 10,6% no primeiro trimestre, anunciado esta sexta-feira, como "o maior" desde o acordo com a troika, um "falhanço total" e "um desastre" das políticas do Governo, "um desastre", enquanto o PSD frisou que essa tendência já "foi alterada" em maio.

O deputado Pedro Marques (PS) considerou que os números revelados hoje pelo INE traduzem "o falhanço total das metas" definidas pelo Governo para 2013 e "têm de ser o fim" das políticas do Executivo.

Honório Novo (PCP) declarou que "os números são absolutamente demolidores" e o défice de 10,6% "é o maior" desde que "a entrada" da troika em Portugal. Mesmo sem o buraco do Banif, enfatizou o deputado comunista, o défice é de 8,8% e continua a ser o mais elevado desde a assinatura do acordo de ajuda externa.

Pedro Filipe Soares (BE) afirmou que se assiste a "um desastre" e ao "descontrolo das contas públicas". "Depois de todos os sacrifícios, depois de todos os aumentos de impostos, do ataque a diversos setores da economia, do desemprego para que muitos portugueses e portuguesas foram atirados, vemos que nenhum destes sacrifícios valeu a pena, porque as contas estão piores do que estavam".

Duarte Pacheco (PSD) reconheceu que 10,6% de défice orçamental "não são dados famosos" e resultam do problema do Banif. Porém, "a tendência foi alterada" com os dados de abril e maio e já existe "uma recuperação das contas públicas", pois o País já está "abaixo do limite" dos valores acordados com a troika.

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