"O objetivo de Cavaco é entalar o PS"

Para Manuel Alegre, a decisão do presidente da República pretende colocar dificuldades ao Partido Socialista: "Ao transferir a responsabilidade para os partidos, mete no mesmo saco o PS e os dois partidos da coligação. O objetivo parece ser entalar o PS, pois se este aceitar um compromisso o PS fica amarrado ao Governo e chegará às eleições desgastado. Se não dialogar, será acusado pelo Presidente de virar as costas ao País."

O histórico socialista deixa um aviso a António José Seguro: "O PS não é o terceiro partido da direita. Se isso acontecer, será o suicídio político do PS ou desta direção. Confio na honestidade do secretário-geral, António José Seguro, quando diz que não vai voltar atrás com a palavra." Recomenda ao PS e a Seguro que se afirmem como alternativa: " Os portugueses têm que perceber que o PS, para além do seu secretário-geral, tem uma equipa capaz."

Quanto a Cavaco Silva, considera que o Presidente coloca o País sob uma dupla tutela: "A da troika e agora a dele próprio. Só que o Presidente da República não é o tutor dos partidos." O que deveria ter feito, após a carta de Vítor Gaspar e da demissão de Paulo Portas, era ter convocado eleições.

Leia a entrevista completa no epaper do DN

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG