O modelo europeu

Luís Mah, investigador no ISEG, faz parte de um vasto painel de oradores e moderadores que a 13 e 14 de setembro debaterá, numa conferência organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, o tema: "Portugal europeu - e agora?". Neste espaço responde à pergunta "Quando se sente europeu?"

A primeira vez que me senti verdadeiramente Europeu foi em Seul, a capital sul-coreana, em 1995. Na universidade onde estudei éramos um pequeno grupo de europeus entre muitos outros estudantes estrangeiros - norte-americanos, canadianos e japoneses - para além, claro, dos coreanos. Foi na vivência conjunta numa metrópole imensa, caótica, tão estranha e tão diferente das cidades europeias, que era Seul, na observação e discussão do que se ia passando em termos políticos, sociais e económicos no resto da Ásia re-emergente e - talvez mais importante - nas conversas com os estudantes não europeus que o nosso pequeno grupo se foi apercebendo do que nos unia enquanto europeus: a qualidade de vida das nossas cidades, organizadas e com espaços verdes, os serviços públicos funcionais e a relação com o trabalho que nos parecia "um pouco" mais saudável. Tenho regressado várias vezes a Seul ao longo dos últimos anos e é interessante ver como é hoje uma cidade que revela, cada vez mais, modos de vida semelhantes aos que as suas congéneres europeias têm adoptado nas últimas décadas. Até parece que a Ásia está cada vez mais próxima da Europa.

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