"O meu lugar está sempre à disposição do PM"

O ministro da Educação e Ciência considera que "quando se comete um erro deve-se assumi-lo", daí que tenha pedido desculpas públicas aos professores e aos portugueses esta semana. Quanto às consequências políticas, apenas afirma: " O meu lugar está sempre à disposição do Sr. primeiro-ministro."

Nuno Crato não quer, ao cumprir três anos do seu mandato, fazer ainda um balanço sobre a sua política e refere que o sempre polémico início de ano escolar está a "decorrer com normalidade". Admite que o erro da fórmula para contratação de professores pode originar a duplicação de professores nas escolas em "alguns casos", mas serão situações "solucionadas caso a caso".

Quanto ao coro de críticas afinado que lhe fazem, o ministro da Educação não está de acordo com a sua existência: "Ao fazerem-se mudanças, há sempre críticas. Fizemos uma série de progressos importantes na Educação, sobre os quais convinha termos consciência." Diz que este ano houve menos professores por colocar do que no mesmo período do ano passado e garante que em 2015, quando a nova lei vigorar, até começará a ser necessários mais professores.

Se precisa de mais um mandato para completar a sua agenda realizar é resposta que não dá. Também evita comentar a reeleição desta maioria: "Não comento sobre o futuro. Constitucionalmente, este Governo dura até outubro de 2015. Em seguida abre-se outra página e logo se verá quem ganha as eleições e quem será o primeiro-ministro que governará."

Nuno Crato responde ainda às questões sobre o ensino superior; critica os sindicalistas irresponsáveis; explica o modo legal para as novas contratações de professores, mas nada adianta sobre a condenação judicial da sua antecessora.

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