O aperto de mão entre Seguro e Sócrates

Almoço tradicional de fecho da campanha do PS marcado pelas presenças do ex-primeiro-ministro, de Manuel Alegre, de Eduardo Lourenço, que hoje faz 91 anos, e de António Vitorino. Sócrates pagou o almoço de 20 euros.

Os 600 socialistas que esta sexta-feira se sentam à mesa na cervejaria Trindade, em Lisboa, não puderam ver o cumprimento entre António José Seguro e José Sócrates escondidos atrás de uma barreira de repórteres de imagem, que registaram para a posteridade o aperto de mão entre o atual secretário-geral e o seu antecessor, e que contrastou, por exemplo, com o abraço dado a Ferro Rodrigues por Seguro, imediatamente antes.

Mais tarde, depois do caldo verde servido, os dois estiveram à conversa por largos minutos, com o líder socialista a tomar algumas notas (com o histórico socialista Manuel Alegre e a presidente do partido Maria de Belém de permeio a ouvirem).

José Sócrates chegou antes da hora marcada para o almoço, previsto para as 13.30, e quis pagar o seu almoço. "Eu quero pagar", disse, e desembolsou os 20 euros pedidos aos comensais. Bem disposto, foi cumprimentando uma a uma as pessoas com quem se cruzava e ficou depois à conversa com alguns dos seus convivas de mesa, como Almeida Santos e Ferro Rodrigues.

O secretário-geral do PS - que chegaria mais tarde ao Chiado, no seu carro, acompanhado pelo histórico socialista Manuel Alegre e pelo cabeça de lista Francisco Assis - assinaria o livro de autógrafos de uma mulher que já tinha pedido a assinatura de José Sócrates e António Costa.

Seguro, que discursou de novo muito rouco, como já na véspera à noite em Castelo Branco, pediria no final da sua intervenção (que Sócrates aplaudiu comedidamente, como nas intervenções de Costa e Assis) que fossem cantados os "parabéns" a Eduardo Lourenço, o filósofo e ensaísta que fecha a lista de candidatos efetivos ao Parlamento Europeu e hoje festeja 91 anos.

A mesa de honra do almoço é constituída por dirigentes, candidatos e ex-secretários-gerais. Da esquerda para a direita, sentaram-se Miguel Laranjeiro, Pedro Silva Pereira, Maria João Rodrigues, Ferro Rodrigues, José Sócrates, Manuel Alegre, Maria de Belém, António José Seguro, Francisco Assis, António Costa, Almeida Santos, António Vitorino, Eduardo Lourenço, Elisa Ferreira e Marcos Perestrello, num total de 15 pessoas.

À saída do almoço, Sócrates disse que veio para "matar saudades" dos "camaradas" e recusou que não tenha aplaudido os discursos. "Como é que pode dizer uma coisa dessas? Aplaudi todos os nus camaradas. Gostei muito do discurso do Francisco Assis. Grande discurso!"

Por sua vez, Jorge Sampaio enviou uma carta a Seguro onde se justifica com um "compromisso anterior inadiável" para não ter participado no almoço e na tradicional descida do Chiado, "como gostaria". O ex-Presidente da República rematou a carta desejando ao líder socialista "um grande dia eleitoral com excelentes resultados", que sejam "estimulantes para o futuro".

[ATUALIZADA às 16.20]

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG