Nunca houve um governo nem um orçamento com "tanta transparência", garante Passos

O primeiro-ministro diz que o OE2015 é de "coerência" e de "mudança"

O primeiro-ministro classificou hoje o Orçamento do Estado para 2015 como um "orçamento de coerência", dizendo que o Governo continua a colocar os "interesses do país" à frente de interesses partidários ou eleitorais. No encerramento das terceiras jornadas parlamentares conjuntas de PSD e CDS, Passos Coelho criticou o facto do PS pedir eleições antecipadas, dizendo que também aqui se verifica uma coerência: "Nós continuamos a pensar no país. E o PS continua a pensar só nas eleições."

Passos Coelho voltou a convidar o Partido Socialista para discutir com a maioria "um acordo para a reforma da Segurança Social antes das eleições legislativas", que considera ser essencial para a sustentabilidade do sistema de pensões. Sobre o calendário eleitoral deixou um aviso: "O julgamento [popular] só vai ser feito daqui a um ano. Ainda temos muito trabalho pela frente".

O primeiro-ministro, à semelhança do que foi feito pelos vários ministros longo das jornadas parlamentares, destacou medidas como o aumento do salário mínimo nacional, lembrando que o mesmo "foi congelado pelo PS em 2010". Passos Coelho garante que este é um orçamento de "esperança" e até elogiou a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental), apesar das dúvidas que este organismo da Assembleia da República levantou sobre o Orçamento para 2015.

O líder do PSD diz que nunca houve um governo nem um orçamento com "tanta transparência" e que tivesse sido tão "escrutinado" como o seu executivo. Atacou os críticos do governo na comunicação social, considerando mesmo "patético" quem diz que a despesa do Estado não diminuiu desde 2011.

O social-democrata acusou ainda os que "divulgam informação" e que "se dizem independentes" de serem "preguiçosos" e exortou-os a pedir desculpas, tal como já fizeram membros do governo.

Antes, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, mostrou-se confiante numa vitória nas próximas legislativas, dizendo que nas jornadas foi "projetado o trabalho não só para a última sessão legislativa desta legislatura, como para as quatro que vêm a seguir".

Luís Montenegro não esqueceu o maior partido da oposição, considerando que "a liderança de António Costa é mais próxima da política do Partido Socialista de José Sócrates".

Também o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, garantiu que o Governo "apresenta orçamentos transparentes ao contrário do tempo deles [PS]".

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