Novo líder da CGTP acusa governo de destruir economia

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou hoje o Governo de estar a destruir a economia e a promover "perigosas ruturas na sociedade", que se traduzem no sacrifício pelo direito dos trabalhadores e na destruição do Estado Social.

"A política do Governo PSD-CDS está a destruir a economia, a promover perigosas ruturas na sociedade, a subverter os princípios constitucionais, a sacrificar direitos dos trabalhadores e a esvaziar o Estado Social", disse Arménio Carlos na sua primeira intervenção no XII Congresso da CGTP, na qualidade de secretário-geral.

O recém-eleito líder da Intersindical afirmou, na sessão de encerramento do congresso de dois dias, que hoje termina em Lisboa, que Portugal e os trabalhadores estão "perante um processo de agiotagem puro e duro".

"Quanto mais pagamos, mais devemos, logo menos soberania temos", sublinhou Arménio Carlos, acrescentando que "os pacotes de austeridade e exploração sucedem-se, sem fim à vista".

No entender do sindicalista, "este é um programa de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao país, que se não for travado, terá como consequência, entre outras, a quebra de riqueza para um nível inferior a 2001, a destruição de mais de 400 mil postos de trabalho e uma taxa de desemprego que ultrapassará os 14 por cento"

E advertiu: "Mas não fica por aqui, a dívida pública será de 112 por cento, superior em 20 pontos aquela que existia há um ano atrás".

Por tudo isto, o substituto de Manuel Carvalho da Silva reforçou que "este é um tempo de intensa e acesa luta de classes".

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