Níveis de desemprego e pobreza matam unidade nacional

O ex-presidente da República Ramalho Eanes afirmou esta segunda-feira que "a unidade nacional não se mantém" com os atuais níveis de desemprego, pobreza e miséria.

"É necessário sair" da atual situação de crise "sem agredir unidade popular" dos cidadãos, convictos de que podem "ter um presente melhor, mais justo e melhor", sublinhou Ramalho Eanes, no encerramento da conferência "O 25 de Abril, 40 anos depois", organizada pelo Expresso, pela SIC-Notícias (ambos do grupo Impresa) e Instituto de Ciências Sociais, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

"Quando a juventude emigra por necessidade, está dizer não acredita no presente.[...] Os da minha geração também não acreditam no País? A unidade nacional não se mantém com este nível de desemprego, miséria e pobreza que não se entende", argumentou Ramalho Eanes, num tom emocionado.

O ex-presidente intervinha num painel, moderado pelo antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, com os outros dois presidentes eleitos no pós-25 de Abril, Mário Soares e Jorge Sampaio, que falaram das suas experiências e expetativas com a revolução.

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