Nem no Brasil Miguel Relvas se livra de ser vaiado

O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares foi homenageado pela Câmara de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro. Mas antes foi vaiado por portugueses que o chamaram de "corrupto" e o mandaram ir estudar.

Afastado da vida política nacional desde que pediu a demissão, em abril, e na sequência de várias polémicas e inúmeros protestos, Miguel Relvas voltou a ser apupado, desta vez no Rio de Janeiro.

O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares foi uma das personalidades distinguidas pela Câmara de Comércio e Indústria, numa cerimónia que decorreu no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Só que um grupo de manifestantes portugueses conseguiu aproximar-se do homenageado e gritar algumas palavras de ordem contra Relvas.

"Nem aqui te dão o diploma", "bandidos", vergonha nessa cara", foram algumas das palavras de ordem que se ouviram pelos portugueses que se juntaram frente ao museu. "Roubar é que é para se ser homenageado, sim senhor", gritaram ainda os manifestantes.

O evento - que também distinguiu o presidente da Cimpor, Ricardo Lima, o presidente executivo da EDP, António Mexia, o presidente do Banco Caixa Geral no Brasil, Nuno Fernandes Thomaz, o presidente do conselho administrativo do Banco BIC Português S.A, Fernando Teles, a fadista Mariza e o empresário de futebol Jorge Mendes - foi conduzido pelo ator português Ricardo Pereira.

Antes de deixar o Governo, após várias polémicas, nomeadamente a da sua licenciatura, e de ser nomeado Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa no Brasil, Miguel Relvas foi alvo de vários protestos em Portugal.

A 18 de fevereiro, foi interrompido quando discursava no Clube dos Pensadores em Vila Nova de Gaia por protestos de cerca de duas dezenas de pessoas, que cantaram 'Grândola Vila Morena' e exigiram a sua demissão.

Um dia depois, foi impedido de intervir numa conferência organizada pela TVI para celebrar os 20 anos de emissão, no ISCTE, em Lisboa.

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