Não íamos deitar fora 5 mil milhões para cortar 120 milhões nas PPP

O primeiro-ministro defendeu hoje que não fazia sentido ir buscar 120 milhões às parcerias público-privadas (PPP) no Orçamento do Estado para 2014 porque isso significaria deitar fora uma poupança superior a 5 mil milhões já negociada.

"Nós negociámos com essas entidades retirar-lhes 33,3%, para cima de 5 mil milhões de euros, foi isso que o Governo fez. Agora vamos deitar isto fora para ir buscar 120 milhões?", questionou Pedro Passos Coelho, em resposta aos jornalistas, durante uma visita a instalações da Santa Casa da Misericórdia no concelho de Alenquer.

"Então nós conseguimos renegociar 5 mil e 500 milhões e agora vamos deitar isso fora porque queremos apresentar ao eleitorado, aos cidadãos o resultado que conseguimos ir buscar 120 milhões de euros, se nós já conseguimos reduzir só para esse ano mais de 300 milhões de euros nos pagamentos que devíamos fazer?", reforçou o primeiro-ministro.

Questionado se não é possível tocar nas PPP, a propósito da eventual imposição de uma taxa a estas parcerias a incluir no Orçamento do Estado para 2014, Passos Coelho respondeu que "o Governo tem vindo a renegociar os contratos das PPP rodoviárias".

Em seguida, defendeu que "a redução de cerca de 33,3% sobre o valor a despender pelo Estado para pagar a estas entidades" negociada "só é possível dentro de uma boa-fé negocial".

"Se nós estamos a negociar estas reduções, mas vamos unilateralmente impor um corte adicional a esta negociação que fizemos, o que vamos fazer é perder essa negociação", alegou.

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