Não haverá "casamento" entre Gaia e Porto, diz Menezes

O presidente da Câmara de Gaia recusou hoje a ideia de uma fusão dos municípios Porto/Gaia para as próximas eleições autárquicas, porque para haver "casamento" é preciso antes "namorar", "alimentar a paixão" e "arranjar padrinhos".

" margem da assinatura de um protocolo com os 24 presidentes das freguesias de Gaia, Luís Filipe Menezes admitiu um "casamento" entre os municípios Porto/Gaia, mas sublinhou que esse enlace só seria possível depois de alguns anos a namorar.

"Esta ideia [da fusão dos dois municípios], tem um pai e uma mãe, que sou eu, quando há 12 anos a defendi, num artigo no Jornal de Notícias. E, hoje, ainda sei mais as razões. Contudo, para um casamento ser bem sucedido, é preciso namorar", declarou aos jornalistas.

Menezes disse que era um homem "à moda antiga" e que para encarar a possibilidade de um casamento seria preciso "namorar" e, "se calhar, até viver junto durante uns tempos para ver se a coisa dá".

"É preciso um período de boa convivência e cooperação entre os dois municípios, no qual se façam projetos comuns: as pontes, travessias, projetos de animação cultural, promoção turística da região. É preciso que se faça um trabalho em conjunto durante algum tempo, alimentando-se a paixão e, lá para diante, poderá haver casamento", explicou o autarca.

Para Luís Filipe Menezes, só há condições para uma fusão entre os dois municípios depois das próximas eleições autárquicas, ou seja, no próximo mandato autárquico.

"Se houver esse namoro, haverá condições para tentar arranjar padrinhos para um casamento", admitiu, reiterando que só quando se iniciar um novo ciclo político é que é "altura de namorar forte".

Menezes admitiu ainda que se pode "namoriscar um bocadinho", quando já se está há dois ou três anos em exercício de um mandato, mas defende que a paixão e o namoro devem ser vividos "logo aos 18 anos, quando ainda se tem uma vida pela frente".

"Não é a terminar a vida, no lar de terceira idade, quando já se está lá há dois ou três anos, que se vai namorar (...). No próximo mandato autárquico, quando se estiver a iniciar (...) a adolescência de um ciclo político, é altura de se namorar forte", acrescenta, observando que "a um ano e meio de eleições não é o momento certo".

"Só íamos criar mais um 'fait divers', nos muitos que andam por aí no debate político autárquico", conclui.

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