"Não há nenhuma negociação oculta" sobre saída do resgate

A vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Teresa Leal Coelho, afirmou hoje que "não há nenhuma negociação oculta ou não oculta" sobre os termos em que o país vai sair do programa de resgate, em junho.

"Não há nenhuma negociação oculta ou não oculta sobre os termos em que vamos sair do resgate financeiro em que estamos envolvidos. São falsas as afirmações do PS", afirmou a deputada social-democrata, numa declaração aos jornalistas, hoje no parlamento, reagindo às afirmações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, na segunda-feira.

O secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de estar a esconder informação aos portugueses, após o presidente do BCE ter afirmado que Portugal precisará de um programa de apoio para regressar aos mercados.

"Isto significa que o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho], que na semana passada fez declarações sobre esse efeito, escondeu alguma coisa dos portugueses. O que o primeiro-ministro está a esconder dos portugueses? É que o neste momento faz sentido perguntar", disse aos jornalistas o líder socialista.

De acordo com Teresa Leal Coelho, "o objetivo" do Governo é "sair [do programa de resgate] daqui a seis meses em condições de regresso ao mercado".

Para a deputada social-democrata, o PS fez uma "interpretação abusiva das palavras de Mario Draghi", uma vez que, reiterou, "não há nenhuma negociação oculta".

Teresa Leal Coelho considera que Portugal está no bom caminho e que "os esforços dos portugueses já têm um resultado à vista", lamentando que "meio país" esteja a resolver problemas e "outro meio" esteja a dificultar.

"Sobre o período de transição, haverá um programa. Haverá um programa adaptado à situação durante esse período de tempo, e temos de ver que forma este programa irá assumir", afirmou Mario Draghi, em Bruxelas na segunda-feira.

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