"Não há negociação de segundo resgate", garante Passos

O primeiro-ministro assegurou no Parlamento que se o País cumprir as metas estabelecidas no programa de assistência financeira não vai pedir novamente ajuda, embora deixe em aberto o recurso a "um programa cautelar ou outra coisa que garanta o acesso pleno aos mercados".

Pedro Passos Coelho garantiu esta quarta-feira na Assembleia da República que o Governo não tem negociado, nem tem estado a preparar um novo programa. Na resposta ao secretário-geral do PS, António José Seguro, o primeiro-ministro defendeu que há da parte dos socialistas uma tentativa de "assustar" os portugueses ao "confundirem deliberadamente" um "segundo resgate" e um "programa cautelar".

"A tentação do PS e do seu líder de procurarem confundir os portugueses entre uma eventualidade [programa cautelar] - que nem é certa - e que Portugal possa precisar de um segundo programa é lamentável", atirou no debate quinzenal, acusando Seguro de "demagogia", "populismo" e recurso a "clichés".

O líder socialista, por sua vez, lembrou as palavras do ministro da Economia, Pires de Lima, que afirmara em Londres que o objetivo do Executivo passa por "começar a negociar um programa cautelar nos primeiros meses de 2014", para questionar Passos Coelho sobre o regresso aos mercados, vincando que "só há uma [de quatro formas] que dispensa condicionalidades (...), chame-lhe o primeiro-ministro resgate, programa cautelar ou o que quiser".

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