"Não há mais austeridade", garante Passos

Primeiro-ministro recusa "nova dose" mas diz que "medidas que aí vêm vão causar mais dor social". Mas não explica onde fará os cortes

Passos Coelho deixou sem resposta João Semedo, do Bloco de Esquerda, sobre qual o valor do corte da despesa, com o bloquista a dizer que vem aí um "segundo resgate", a que o Governo não fugirá.

Antes, na interpelação de Jerónimo de Sousa, do PCP, o primeiro-ministro insistiu que "não é uma nova dose que está na forja". E explicou-se: "Não é substituir medidas por outras medidas. Não há mais austeridade." Mas mais à frente reconheceu que "as medidas que aí vêm vão causar mais dor social ao país".

Já depois de Passos Coelho ter anunciado a realização de um Conselho de Ministros extraordinário - na terça-feira, para discutir uma "estratégia para o crescimento e fomento industrial" - o CDS-PP sugeriu ao primeiro-ministro a realização com "caráter mais permanente" de conselhos de ministros económicos. Passos desvalorizou a ideia avançada pelo líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães, argumentando que "o que importa é que as decisões apareçam", envolvendo "todo o Governo".

Apesar das críticas mais violentas que as bancadas mais à esquerda lançaram, o debate prosseguiu com um Passos Coelho mais calmo na resposta, limitando-se a afirmar que "não acompanhava" a argumentação da oposição. João Semedo ainda ironizou, dizendo que "tanto apelo ao consenso" ("namoro", como classificou a deputada ecologista Heloísa Apolónia) do primeiro-ministro e do Governo aos socialistas "tem com certeza água no bico".

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