"Não foi este Governo que criou esta crise"

O líder do PS afirmou este domingo que "não foi este Governo que criou esta crise, mas foi este Governo que criou mais crise".

"Temos que ser justos", afirmou António José Seguro em Penalva do Castelo, no âmbito do périplo pelo distrito de Viseu para apoiar candidatos autárquicos do PS e pedir o voto dos que apoiaram o atual Governo e "não querem mais do mesmo".

Num discurso marcado pelo ataque à política de cortes que "só geram austeridade" e promessas de incentivos ao emprego, Seguro lembrou haver "quase um milhão de desempregados e 458 mil postos de trabalho perdidos", pessoas entre os 45 e 65 anos que são "novos para a reforma e velhos para trabalhar" e jovens que não encontram colocação.

Foi em Penalva do Castelo que o líder do PS reconheceu que a crise não foi da responsabilidade do Executivo liderado por Passos Coelho, mas já não lhe poupou críticas no que diz respeito à gestão da mesma.

Penalva do Castelo é um concelho com cinco mil eleitores, que terá perdido 15% da população desde os censos de 2001. Assim, o candidato do PS, Francisco Carvalho, não estranhou os espaços vazios na praça do antigo mercado, onde teve lugar a sessão de campanha.

Mais gente esperava o dirigente socialista no parque Lenteiro do Rio, em S. Pedro do Sul, para um jantar ambulante com churrasco de frango e bifanas. E a Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu encheu, com Seguro a repetir as ideias fortes de Penalva do Castelo (onde o candidato à presidência prometeu várias melhorias).

Entre outras promessas, Francisco Carvalho disse que vai atribuir um subsídio para as crianças nascidas em Penalva após 30 de junho de 2014 (nove meses após as eleições autárquicas). E o candidato lançou um desafio: "No dia das eleições, meus amigos, podem começar a trabalhar!"

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