"Não faz sentido nenhum termos de ser nós a pagar as promessas que o Syriza fez para ganhar eleições"

Eurodeputado Carlos Coelho, em entrevista, diz que Passos Coelho atua em prol do "interesse nacional" quando procura protagonizar "tentativas de demarcação da realidade nacional face à da Grécia".

Coligação PSD/CDS. Deve ser feita rapidamente ou não?

Há um tempo para tratar disso e os líderes dos dois partidos são pessoas com sentido de responsabilidade e no tempo próprio tomarão as decisões.

O presidente do PSD já falou em março/abril

É um calendário acertado...

Preferiria que cada partido fosse por si?

É uma avaliação que os dois terão de fazer. Em tese todas as avaliações são possíveis. Reconheço que o facto estarmos num governo de coligação torne mais fácil a solução da coligação...

Não lhe vejo grande entusiasmo com a solução de coligação...

Não é uma questão de entusiasmo. Neste momento está tudo em aberto. Não quero ajudar a dar a ideia de que só há uma solução. Quando as duas soluções estão em aberto é porque as duas estão em aberto. Mas o que acho mais provável é que haja coligação.

Passos Coelho foi muito criticado por ter alegadamente demonstrado uma grande falta de solidariedade com a Grécia. Fez lembrar um bocadinho o que a Finlândia dizia de Portugal. Acha que é passível de crítica o tipo de intervenção que o PM fez?

Acho que o primeiro-ministro, em nome do interesse nacional, o que deve procurar é que não haja nenhuma associação entre Portugal e a Grécia porque isso seria um desprestígio para Portugal e um risco financeiro internacional. Os mercados são muito voláteis e há condições que não dependem tanto dos factos mas dependem das perceções. Estamos dependentes das aparências. Acho bem que em nome do interesse nacional o PM diga que Portugal não está nas condições da Grécia. Todas as tentativas de demarcação da realidade nacional face à realidade grega correspondem ao interesse nacional.

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