"Não esperava aprender tanto como aprendi", diz Costa

"Arregaçar as mangas para combater a crise e devolver confiança aos portugueses" é o desafio deixado por Costa no encerramento da campanha, dando a derradeira nota que o que está em causa no domingo não se resume ao PS, mas a começar a "mobilização" de todos os portugueses para as legislativas de 2015

O benfiquista António Costa encerrou a sua campanha no Porto a hora dos portistas verem o seu FCP jogar contra o Sporting e brincou, dizendo que sabia que havia ali "boavisteiros" a torcer pelos leões.

Notoriamente bem disposto numa sala a abarrotar, no antigo mercado Ferreira Borges, no Porto, o candidato a secretário-geral socialista, tinha acabado de ser abundantemente elogiado pelos anteriores oradores, o catedrático Augusto Santos Silva, o vereador da câmara Manuel Pizarro, o investigador Manuel Barbosa e a diretor clínica do Hospital de S.João, Margarida Tavares. "Há quem diga que não grandes diferenças entre os dois candidatos", sublinhou a médica, "que é só uma questão de estilo", mas "se é disso que falamos, é preciso ter estofo e estilo para se ser líder, ser firme, ter convicções, rumo e coragem, provas dadas. António Costa tem tudo isto".

A intervenção de final de campanha de Costa foi muito semelhante às que tem feito nesta última semana, na defesa da sua "estratégia" de futuro, a "agenda para a década", para desenvolver a economia e restituir a "confiança" aos portugueses, valorizando o que têm de melhor, desde os recursos, à história, ao património, aos seus quadros, jovens, cientistas, empresários. Frisou que o que está em causa no próximo domigo "não se trata apenas de escolher o António Costa, trata-se de dar força ao PS, de começar nos militantes, passar aos simpatizantes e dizer à sociedade portuguesa 'vamos arregaçar as mangas, vencer esta crise e reconstruir Portugal com futuro e confiança para todos os portugueses".

Mas, ao contrário dos anteriores discursos, nesta última intervenção, Costa não hesitou en criticar a conduta do seu adversário António José Seguro. "Ao longo destes quatro meses devo confessar que não esperava aprender tanto como aprendi. E nem sempre aprendi coisas de que nos devamos orgulhar. Pelo contrário. Aprendi que há um outro lado da política, que eu felizmente nunca tinha encontrado no PS, mas que, felizmente, nunca mais vou reencontrar no PS", salientou. Apoiado por aplausos de toda a sala, sublinhou que o PS "não é um partido que premeie esses comportamentos, nem onde se faça política no campo de ataques pessoais".

António Costa apelou a uma "votação massiva" na sua candidatura para que no domingo se "comece a mudar o PS e com o PS a mudar Portugal".

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