"Não é dar a mão ao Governo, é dar a mão ao país"

O debate quinzenal desta tarde no Parlamento tem como tema "questões políticas, económicas e sociais". SIGA AQUI O DEBATE AO MINUTO.

17.00 - "Ainda não era primeiro-ministro e dei provas claras que a via do compromisso ajuda o país. Não se trata de dar a mão ao Governo, é dar a mão ao país", declara Passos, lembrando que já havia dito isto a António José Seguro.

16.57 - O primeiro-ministro volta a dizer que defende os consensos e "não podemos fazer de conta que estamos todo de acordo" e que os compromissos só podem ser feitos quando existem ideias diferentes em discussão.

16.55 - "Não há uma única matéria que se possa considerar definitiva", diz o primeiro-ministro.

16.54 - Passos Coelho responde ao PSD.

16.48 - "Temos um grande respeito por confrontação de ideias, mas essa confrontação não é incompatível com o alcançar de consensos",declara o líder parlamentar do PSD. "O PS que traga as suas ideias para o debate", continua.

16.45 - "A oposição começou por duvidar que estes resultados para 2014 fossem alcançavéis, agora estão em negação completa da realidade e do desempenho do país", sublinha Montenegro.

16.43 - Toma a palavra Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD.E começa por dizer que está a "assistir a um PS zangado porque Portugal conseguiu cumprir 11 das 12 avaliações" da troika."Hoje não estamos a discutir se precisamos ou não de um segundo resgate, mas como iremos sair desse resgate", prossegue o deputado social-democrata.

16.37 - "Ninguém enfrenta programas de ajustamento desta dimensão por prazer", diz o primeiro-ministro.

16.35 - Passos Coelho responde ao CDS-PP.

16.32 - Nuno Magalhães refere ainda que acha estranho que o secretário-geral do PS vá ao estrangeiro dizer mal da recupeção de Portugal e desmentir dados oficiais de várias entidades."É no nínimo irresponsável", diz o centrista.

16.29 - O deputado centrista lembra que os números do desemprego em Portugal estão vada vez mais longe dos valores de Espanha e Grécia e mais perto dos europeus. Recorda também que Portugal passou em mais uma avaliação da troika e que estão concluídas as reformas na área da justiça.

16.27 - Nuno Magalhães, lider parlamentar do CDS-PP, toma a palavra.

16.24 - Heloísa Apolónia retoma a palavra. "As pessoas precisam de saber o que o Governo planeia para o curto prazo, para o pós-troika", diz a deputada.

16.22 - Os deputados do BE abandonam o plenário em sinal de protesto, depois do PM se ter recusado a responder a Catarina Martins.

16.20 - Passos Coelho diz ter "algumas condições para pedir a todos o que é que defendem para o futuro, porque ao longo de todo este tempo não tenho feito outra coisa"."Foi o Governo que sempre liderou esse debate", responde o PM a Heloísa Apolónia.

16.18 - Heloísa Apolónia, de Os Verdes, começa a sua intervenção e pede ao primeiro-ministro para explicar como vai ser o pós-troika.

16.16 -Os deputados do BE reclamam uma resposta por parte do Governo. Passos Coelho opta por não usar os dois minutos que ainda tinha para responder ao BE.

16.15 - Catarina Martins prossegue a sua intervenção dizendo que "quem cala consente".

16.14 - A deputada do BE faz uma interpelação à mesa dizendo que o Governo está no Parlamento para ser fiscalizado. Assunção Esteves refere que a liberdade se aplica a todos.

16.13 - Passos refere que "não é por birra, é por respeito" que não tem mais nada a dizer a Catarina Martins.

16.12 - "O primeiro-ministro quando lhe faltam argumentos fica sem palavras", refere Catarina Martins.

16.11 - Passos diz que não responde a Catarina Martins tendo em conta o valor que a deputada dá à sua palavra.

16.09 - Catarina Martins volta a intervir."O sr. primeiro-ministro tem um problema de palavra (...) O problema do debate político é que a sua palavra não vale nada", diz a deputada, sublinhando que o que foi anunciado como temporários passou a permanente.

16.07 - Passos Coelho responde a Catarina Martins dizendo que a natalidade não é uma questão portuguesa. E que por isso são necessárias medidas concertadas a nível europeu.

16.06 - É retirado mais um cidadão das galerias do Parlamento.

16.05 - A deputada pergunta se o PM se prepara para repor coisas sobre abonos de famílias e apoios à maternidade, referindo-se à intervenção de Passos no congresso do PSD.

16.05 - Catarina Martins, coordenadora do BE, toma a palavra.

16.03 - "A minha convicção é que se a polítca que o senhor advoga, como a saída do euro, isso teria consequências muito piores, principalmente para aqueles que estão mais vulneráveis", refere o primeiro-ministro.

16.00 - "Não é verdade que se carregue sempre sobre os mesmos", responde Passos a Jerónimo de Sousa, lembrando a criação da taxa de solidariedade.

15.58 - Jerónimo de Sousa volta a insistir no pedido ao PM para que sejam apresentadas medidas concretas."Diga onde vai cortar os 2 mil milhões já anunciados?".

15.55 - Passos Coelho refere que os cortes salarias apresentados são temporários, mas que não se pode voltar a valores antigos, como os de 2011 e 2010."Não podemos voltar aos valores salariais praticados antes da crise", remata o PM.

15.53 - O PM diz os Jerónimo e Seguro estão mais preocupados com as Europeias do que o Governo, ao pedirem para o Executivo apresentar medidas antes destas eleições. Mas que irão apresentar linhas do Orçamento de Estado para 2015 serão apresentadas antes de outubro, nomeadamente em abril no documento de estratégia orçamental.

15.51 - Passos Coelho responde a Jerónimo de Sousa.

15.49 - O deputado do PCP fala dos cortes nos salários, que o Governo disse ser temporários, mas que, defende Jerónimo de Sousa, serão definitivos. "O primeiro-ministro mentiu", diz o comunista sobre este tema.

15.48 - Jerónimo de Sousa, líder do PCP, dá início à sua intervenção.

15.45 - "O senhor deve uma explicação ao país e deve-a rapidamente", declara Seguro. "Não seremos cúmplices na sua estratégia de empobrecimento".

15.44 - "O Governo pode dizer que o país está melhor, mas os portugueses estão pior", refere Seguro.

15.43 - António José Seguro diz que ninguém no PS recebe lições de moral sobre a defesa do país. "Nós não descobrimos o valor do consenso quando nos dá jeito", diz o líder do PS. "Foi por isso que não hesitei em me abster no primeiro Orçamento que o senhor apresentou, sem pedir nada em troca", prossegue, dando outros exemplos. "E se não houve mais convergência é porque o Governo se recusou a ouvir as propostas do PS no tempo certo", sublinha.

15.42 - Um outro homem é retirado das galerias.

15.40 - Há alguma agitação nas galerias, com um homem a ser retirado do local pelas autoridades a pedido de Assunção Esteves.

15.38 - "Não andamos a negociar nada nas costas dos portugueses, mas houve um governo que o fez", declara o PM.

15.37 - Passos responde, dizendo que percebeu o valor do consenso há muito tempo e recorda que quando era presidente do PSD e estava na oposição viabilizou muitos documentos de finanças públicas do Governo.

15.36 - Seguro diz que é Passos e o Governo que têm de dar expilicações no Parlamento e não o PS. "Quais são os novos cortes que acordou com atroika e ainda não disse ao país?"

15.34 - Seguro responde, dizendo que o PM não quis responder à perguntar "quando é que descobriu o valor do consenso".

15.33 - "É muito importante que o sr. deputado mostre que o Partido Socialista consegue ser consequente", prossegue Passos, acrescentado que o PS tem estado sempre contra todas as medidas que tentam equilibrar as contas do défice."Conversar com o Governo não lhe tira credibilidade nem votos".

15.31 - "O PS considera que a troika não faz avaliações justas e sérias (...) A troika faz a avaliação e vai ajustando as metas que a realidade impõe", refere o primeiro-ministro.

15.29 - Passos começa por dizer que Seguro não tem razão em nenhuma das suas afirmações.

15.29 - "Ao longo dos dois primeiros anos de mandato não quis ouvir as propostas do PS (...) Quando é que o PM descobriu o valor do consenso neste mandato?", pergunta Seguro a Passos.

15.27 - "Os senhores transformaram um programa de ajustamento num programa de emprobrecimento", prossegue Seguro.

15.25 - António José Seguro começa a sua intervenção."Se formos rigorosos temos de confrontar os objetivos do programa com a realidade", diz o líder do PS, apresentando vários números, como o PIB, o défice e o número de desempregados.

15.22 - Passos termina a sua intervenção dizendo que é agora que é "agora que esse compromisso alargado tem de se transformar em propostas concretas", referindo-se ao tratado orçamental e aos partidos do arco da governação.

15.20 - "Não temos nenhuma dúvidas sobre o que implica manter uma trajetória de sustentabilidade da dívida pública", refere o PM. E lembra que em Portugal há um consenso alagardo sobre o tratado orçamental.

15.19 - "Quanto mais alargado for o compromisso de futuro, melhor para o país". diz Passos.

15.17 - Estamos chegados ao momento relevante para sabermos o que queremos fazer nesse momento pós-troika. Quem tem alguma coisa a dizer sobre esse momento tem de o fazer agora, sublinha o PM, recebendo alguns aplausos.

15.15 - Ainda não temos a generalidade das empresas com melhores condições de financiamento, mas já temos muitas empresas nessa situação, refere Passos.

15.13 - "Até hoje, e apesar das dificuldades, o Estado, o país, os portugueses, foram sempre alvo de uma avaliação positiva por parte da troika", diz o PM."Neste momento a perspetiva é que Portugal possa concluir esse programa, regressando a mercado para nele ter pleno acesso às suas necessidades de financiamento", acrescenta.

15.12 - Passos Coelho começa a sua intervenção e arranca com a questão do plano de ajuda financeira a Portugal e as avaliações da troika, dizendo que o nosso país teve sempre uma nota positiva.

15.11 - Começa o debate quinzenal com uma intervenção do primeiro-ministro.

15.05 - O primeiro-ministro tem consigo na bancada do Governo os ministros Poiares Maduro e Marques Guedes e a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares, Teresa Morais.

15.03 - Passos Coelho dirige-se ao plenário e cumprimenta Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, nos Passos Perdidos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG