"Muita gente já não tem mais furos no cinto para apertar"

Numa entrevista DN/TSF, o secretário-geral do PS, António José Seguro, diz que quer conviver e exercer a sua liderança "com base na pluralidade de opiniões" e defende que o actual governo é "apaixonado pela austeridade".

"Encontra como forma e como solução para a consolidação orçamental medidas de austeridade. E, se falhar, pré-anuncia, como aconteceu recentemente numa entrevista dada pelo primeiro-ministro, novas medidas de austeridade. Eu acho que esse é um caminho errado, porque é um caminho que leva ao empobrecimento, leva à recessão", diz, defensor de que existem outras soluções.

António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, mantém a determinação de não olhar para o passado. José Sócrates é um nome que não pronuncia e os últimos seis anos são sempre trocados pela reafirmação de que trabalha com os olhos no futuro. Se o faz por pudor ou calculismo, é coisa que só o tempo esclarecerá. Por agora, parece um homem sereno, apesar dos rumores de contestação vindos de dentro do grupo parlamentar (cujo elenco foi moldado pelo seu antecessor...) na sequência da polémica discussão do Orçamento do Estado. Notoriamente, prefere falar do País e não tem pressa em declarar-se ao poder. Rejeita, para já, qualquer cenário de uma coligação de salvação nacional. Ao poder só quer chegar em 2015 com uma proposta de governo trabalhada e que - é a única farpa que lança a Sócrates, mas também a Passos Coelho - não engane quem nele vier a votar.

Para António José Seguro, o o conselho europeu foi uma desilusão. "Gostaria que tivesse sido o Conselho do emprego e do crescimento económico, isto é, de uma resposta séria à crise da Zona Euro, mas os líderes políticos não tiveram essa ambição nem tiveram essa vontade política", afirma o líder do PS, para quem não é necessária revisão constitucional para introduzir limites ao défice.

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