Moreira da Silva diz que Passos nunca admitiu demitir-se

O coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, Jorge Moreira da Silva, afirmou hoje que Pedro Passos Coelho nunca admitiu perante a direção social-democrata a possibilidade de se demitir de primeiro-ministro.

"Posso assegurar que isso não é verdade e que não há, não houve da parte do primeiro-ministro, até ao momento, em nenhuma reunião, nenhuma análise de cenários que ele tivesse colocado em cima da mesa", afirmou o coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, em conferência de imprensa, na sede nacional deste partido, em Lisboa.

Jorge Moreira da Silva fez esta afirmação depois de questionado se é verdade ou não que, em anterior reunião da direção social-democrata, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, admitiu demitir-se na sequência de um chumbo do Tribunal Constitucional a medidas do Orçamento do Estado para 2013.

Segundo Moreira da Silva, a Comissão Política Nacional do PSD, que se reuniu hoje, "não analisou nenhuma alternativa à decisão que o Tribunal Constitucional venha a tomar" nem as "consequências de um chumbo" de normas do Orçamento do Estado para 2013 e encara com "grande serenidade" e "conforto" esta matéria.

"Há uma grande serenidade da parte do PSD, uma convicção de que o caminho que foi escolhido pelo Governo e pelo PSD é um caminho à altura das responsabilidades deste momento", declarou.

Perante a insistência da comunicação social, o primeiro vice-presidente da direção nacional social-democrata disse não perceber "a necessidade de antecipar respostas a uma decisão que não ocorreu" e em relação à qual reiterou que o PSD tem "uma posição confortável".

Para o PSD, o Orçamento do Estado para 2013 "responde à exigência do momento: uma responsabilidade em termos de défice orçamental, mas também uma responsabilidade na resposta às dúvidas que o Tribunal Constitucional tinha encontrado no ano anterior".

Questionado sobre os apelos a uma remodelação do Governo feitos por membros da Comissão Política do CDS-PP, Moreira da Silva escusou-se comentá-los, mas fez questão de dizer que a composição do executivo "é uma matéria que por definição cabe ao chefe de Governo, sobre a qual o PSD nunca se pronunciou nem em público nem as reuniões".

Quanto à coordenação da maioria PSD/CDS-PP, referiu que, embora não tenha sido dada nota pública dessas reuniões, "o Conselho de Coordenação da Coligação tem reunido, pelo menos uma vez por mês", e que tem conversado com o dirigente democrata-cristão Nuno Melo "praticamente dia sim, dia não".

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