Moçambique preocupa Aguiar-Branco

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, considerou quinta-feira, na Turquia, que a situação de Moçambique merece preocupação e afirmou esperar que regresse a tranquilidade e segurança ao país e à comunidade portuguesa.

Questionado sobre se existe no momento, ao nível da Defesa, alguma preparação no sentido de responder a uma eventual solicitação de ajuda por parte de Moçambique ou da comunidade portuguesa residente, Aguiar-Branco respondeu que não há uma "especial preparação" ou risco que o justifique.

"Não temos uma especial preparação relativamente à situação da comunidade portuguesa", afirmou o ministro, que terminou uma visita oficial à Turquia.

Questionado sobre que meios existem disponíveis no cenário de haver alguma solicitação, Aguiar-Branco disse apenas que as Forças Armadas dispõem de uma força de intervenção rápida apta a intervir em 48 horas, em qualquer cenário que "aconteça em qualquer parte onde existam cidadãos portugueses".

No entanto, frisou, até ao momento não existe qualquer solicitação que aponte para a necessidade de tomar medidas e "não parece que exista um risco" que o justifique.

"Nós desejamos que a situação evolua para uma situação de tranquilidade e segurança que permita que Moçambique continue a ser um espaço de investimento estrangeiros, de possibilidades que se abriram para os portugueses que fizeram os seus investimentos e querem continuar a acreditar que Moçambique tem um futuro risonho pela frente", afirmou o ministro.

O Presidente da República disse quinta-feira que a abertura de Portugal para colaborar com Moçambique "é total", considerando que as autoridades moçambicanas têm todo o interesse em solicitar cooperação internacional para resolver as "situações dramáticas" que estão a acontecer.

"Cidadãos portugueses, mas não só, vivem situações dramáticas de um grau extremamente elevado em Moçambique, as descrições da forma como raptos têm se processado evidencia o nível de insegurança que neste momento é sentida em Moçambique", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, quando questionado sobre a situação que se vive naquele país africano.

Moçambique vive um clima de instabilidade sem precedentes nas duas últimas décadas, devido a confrontos entre o exército e homens armados, alegadamente sob ordens do partido Renamo, e a uma onda de raptos que já atingiu dezenas de famílias.

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