Ministra rejeita "agitação" no PSD devido a presidenciais

A ministra da Justiça refutou hoje a ideia de que exista "agitação" no PSD ou "qualquer afastamento" de pessoas por causa da questão das eleições presidenciais, considerando que no partido "as pessoas têm a liberdade de se apresentarem" como candidatas.

"Confesso que não vejo nem agitamentos, nem afastamentos, coisas de resto que eu não gosto. Não há, portanto, nem agitação, nem qualquer afastamento", disse Paula Teixeira da Cruz a propósito das últimas movimentações no PSD sobre a escolha do candidato do partido às próximas presidenciais.

A ministra falava aos jornalistas à margem da cerimónia, em Lisboa, de assinatura de 10 protocolos entre o Ministério da Justiça e diversas instituições, incluindo autarquias, empresas e clubes desportivos, com o objetivo de afetar os reclusos a atividades laborais, quer em cumprimento da pena, quer após a saída definitiva em liberdade.

Relativamente à escolha do candidato presidencial do PSD, Paula Teixeira da Cruz observou que a "questão tem que vir primeiro dos próprios", sublinhando que "as pessoas têm a liberdade de estar e a liberdade de se apresentar" como tal. "Essa liberdade é o que importa", frisou.

Questionada sobre se a direção do PSD não estava a fazer tudo para abrir um "corredor" para uma eventual candidatura às presidenciais do ex-primeiro ministro de Portugal e presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, a ministra contrapôs:" Eu diria que há corredores para aqueles que estiverem e se apresentarem".

Paula Teixeira da Cruz disse não querer comentar uma eventual candidatura de Durão Barroso ou de outro candidato do partido "antes de os próprios se apresentarem".

"Na altura em que estiverem e se apresentarem, cá estaremos para fazer esse comentário", concluiu.

Entretanto, o antigo líder social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa afastou no domingo uma candidatura às presidenciais de 2016 considerando que o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, quis excluí-lo de candidato na sua moção de estratégia global.

"Claramente, eu acho que ele [Pedro Passos Coelho] quis excluir na moção de estratégia o candidato Marcelo Rebelo de Sousa. Quis, o que é perfeitamente legítimo. Está nas suas mãos e quis fazê-lo", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no seu programa semanal de comentário político, na TVI, acrescentando que, assim sendo, "a questão está resolvida".

Segundo o professor universitário de direito, "se o líder do partido fundamental da área diz que é indesejável" a sua candidatura, "uma pessoa de bom senso, a menos que queira fazer um exercício de vingança ou um exercício lúdico, não vai dividir o eleitorado pondo a vitória mais fácil ao candidato do outro lado".

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