Ministra questionada sobre passivo da Águas de Portugal

Os deputados socialistas pediram hoje em requerimento parlamentar informações sobre a real situação financeira do Grupo Águas de Portugal, as entidades credoras do grupo e o montante em dívida.

A questão enviada a Assunção Cristas, ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, surge depois de "várias entidades e personalidades ouvidas pela Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local sobre a sustentabilidade do sector da água e do saneamento, terem alertado para um possível entrave ao cumprimento das metas previstas no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais (PEAASAR II)", refere comunicado hoje divulgado.

Os deputados socialistas querem agora saber "quais as entidades credoras do Grupo Águas de Portugal e qual o montante dessas dívidas", bem como qual, do atual passivo, é o valor "correspondente a empréstimos contratados à banca para serem efectuados os investimentos necessários à concretização dos objectivos traçados no PEAASAR II".

Perguntam ainda "como pretende afinal o Governo garantir a sustentabilidade do sector público de captação, tratamento e distribuição de água para consumo humano".

No documento dirigido a Assunção Cristas, o coordenador dos deputados socialistas na Comissão, Pedro Farmhouse, recorda que "a situação económica e financeira do Grupo Águas de Portugal tem servido para publicamente especular sobre a sua total privatização, ou, mais recentemente, sobre a concessão de sistemas de abastecimento de água em alta ao sector privado, sendo evidente que os devedores são na sua esmagadora maioria da administração local e central".

"Dado que um dos argumentos que o governo tem utilizado é o da alegada insustentabilidade do Grupo, cumpre apurar a que se deve a actual situação financeira das empresas da holding estatal", defendem os deputados.

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