Menezes pede a ministro da Finanças desbloqueio de verba

O candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto, Luís Filipe Menezes, enviou ao ministro das Finanças uma carta datada de hoje, na qual apela ao desbloqueio da verba devida à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU).

Por seu lado, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, vai reunir-se no sábado com personalidades da cidade para debater o que considera ser o "boicote" do Governo à Sociedade de Reabilitação Urbana e para elaborar uma carta aberta a enviar ao Executivo, anunciou hoje a autarquia.

Na missiva, também enviada ao ministro da Economia, Menezes pediu ao ministro Vítor Gaspar para que "a verba de 2,4 milhões de euros em dívida há cerca de dois anos pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) à empresa Porto Vivo, SRU -- Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense, SA, seja de imediato libertada", realçando que o montante "pouco relevante" teria um "valor simbólico muito importante".

"De facto, independentemente das razões que a possam justificar, a população do Porto vê nesta situação mais um fator de discriminação e de injustiça na proporção da distribuição dos investimentos do Estado, em comparação com outras regiões do país", acrescentou o autarca de Vila Nova de Gaia.

Na carta, Luís Filipe Menezes apela, também, a que o novo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) "privilegie como um dos seus principais pilares estratégicos, a regeneração e a reabilitação urbana nas áreas metropolitanas, em especial no Porto", cidade que lembra ter perdido "80.000 residentes" em 20 anos e onde o investimento na reabilitação urbana é "urgente".

O jornal Expresso adiantou na quinta-feira, na sua edição online, que Rui Rio "junta notáveis contra o Governo", como o bispo do Porto, políticos do PS e PSD, empresários e académicos, numa carta aberta ao Governo "Em defesa do crescimento económico e do respeito pelo Porto".

Nesta carta que o Expresso revelou, e que poderá sair como conclusão da reunião de sábado, Rui Rio e os 50 primeiros signatários apelam "ao Governo de Portugal que pondere toda a atuação do Estado na Porto Vivo -- Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), que não provoque a falência da empresa, que pague a sua dívida, que colabore ativamente no projeto de reabilitação da baixa portuense e de animação da atividade económica e que não desconsidere o Porto".

"A cidade não tolera desconsiderações, como historicamente sempre aconteceu", sublinham, segundo aquele semanário, defendendo que o Estado deve pagar os 2,4 milhões de euros que deve à SRU.

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