Menezes avisa 'vice' da Câmara para não repetir críticas

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, avisou hoje o seu vice-presidente de que as críticas feitas por este ao ministro Miguel Relvas "não se podem repetir".

Firmino Pereira, que é vice-presidente do PSD/Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, defendeu hoje a saída do Governo do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, por considerar que Miguel Relvas "está a fragilizar a imagem do Governo".

Em declarações à agência Lusa, Luís Filipe Menezes disse que respeita "as opiniões pessoais de todos", mas defendeu que "Firmino Pereira, nas funções de representante do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, não pode tomar posições públicas que não são coerentes com as da maioria dos oitos vereadores, dos membros da Assembleia Municipal e com as do presidente da Câmara".

"O militante Firmino Pereira é também vereador da minha Câmara e ocupa provisoriamente um lugar de vice-presidente, na substituição de Marco António Costa", afirmou.

Segundo Menezes, de um lado tem "um vereador que durante mais de uma década foi um bom trabalhador, efetuou serviços importantes ao serviço do projeto de Gaia e ao serviço do presidente".

Do outro lado afirmou que tem alguém em quem delegou "circunstancialmente um conjunto de obrigações de representatividade" e "que não tem defendido posições públicas que são coerentes com as da maioria dos oito vereadores, dos membros da Assembleia Municipal e com as do presidente da câmara".

"Feito este balanço, vou ter uma posição à PSD, que é uma atitude ponderada. Já avisei o vereador e vice-presidente da câmara de que por agora manterei as funções que ali ocupa, mas que daqui por diante não poderei tolerar mais que haja dissonâncias em relação às posições institucionais da câmara e do presidente, na medida em que isso é incompatível com o lugar de representação do presidente da Câmara", anunciou.

Luís Filipe Menezes considerou que "se tivesse a convicção" de que Firmino Pereira "iria persistir numa militância deste género, o seu lugar seria, porventura, compatível com a presença na câmara, mas não seria com a de ocupação de funções de representatividade municipal".

Firmino Pereira, que falava aos jornalistas à margem da assembleia-geral da Metro do Porto, defendeu que "o Governo deveria estar concentrado em resolver os problemas do país" e considerou que, neste momento, os "incidentes" com Miguel Relvas deixam-no "numa posição muito delicada no Governo".

Luís Filipe Menezes manifestou ainda a "total confiança" no ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e admitiu que este tipo de ataques não o surpreendem, pois "tocar em Miguel Relvas significa tocar no cerne político do Governo".

"Para mim, o ministro Miguel Relvas é um homem sério, competente, um homem eficaz. Desde o primeiro minuto foi tido como uma peça política fundamental e tem entre mão dossiês muito complexos e que tocam muitos interesses", disse.

Por isso, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia não estranha que Relvas seja "um alvo preferencial daqueles que não se revêm nas reformas profundas que este Governo está a desenvolver".

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