Menezes aconselha Seguro a "reciclar" o PS

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou hoje que está na hora do líder do PS, António José Seguro "se descolar completamente do passado recente, que foi muito negativo" e deixou o país na atual situação.

"Nós precisamos muito do PS, precisamos de uma alternativa credível. Agora, cabe ao PS, do ponto de vista político, saber tirar as lições do passado, reciclar-se e não teimar em não fazer o 'mea culpa' do que se passou. Penso que o líder do PS só ganhava em descolar completamente desse passado", afirmou o autarca de Gaia aos jornalistas, à margem de uma visita que realizou à Afurada.

Para o antigo líder do PSD, sendo o PS "incontornável e fundamental" para a democracia portuguesa, "é importante que haja uma imagem do partido que não tenha a ver com a responsabilização desse passado, que foi hiper-negativo, muito mau e cujos resultados estão aí à vista".

Questionado se considerava preocupante o Governo ter decidido congelar as reformas antecipadas, o autarca de Gaia afirmou que "muito preocupante foi, em democracia, Portugal ter chegado à situação em que está".

"Preocupante é ter como herança um país em que se cava a Águas de Portugal e só há buracos, em que se cava na gestão das empresas públicas e se vê que foi gastar aos desbarato, isso é que me preocupa", sustentou.

Luís Filipe Menezes não tem dúvidas que o país está doente e "péssimo, mas não foi este Governo que gerou a situação", considerando que a escolha de reformas que podem alterar a situação é sempre feita por quem está no poder.

"Se depois é preciso dar 40 doses de penicilina, 50 de tetraciclina e depois quimioterapia, isso é uma questão que já tem a ver com a sensibilidade clinica do médico de serviço, agora que o doente está péssimo, está péssimo e não foi este governo que gerou esta situação", disse.

Menezes salientou, contudo, que o Governo criou exceções para situações como desempregados de longa duração, casos de doença prolongadas e "situações de determinado tipo de conjugações de família".

O social-democrata afirmou estar "plenamente convencido" de que Portugal tem condições para "atingir as metas que se propôs atingir".

"Nós somos masoquistas, gostamos de dizer que não somos capazes, que vai correr mal. Alguns não têm ainda moral para dizer isso", considerou, criticando quem agora não reconhece o erro que foi realizar parcerias público privadas para as quais "não há dinheiro para pagar e que terão de ser renegociadas".

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