Martin Schulz vai estar hoje no Congresso do PS

O presidente do Parlamento Europeu marcará hoje presença no XIX Congresso do PS que começou ontem em Santa Maria da Feira.

Depois de ontem ter sido o secretário-geral do PSOE, Alfredo Rubalcaba, a discursar no congresso, hoje estará presente Martin Schulz que regressa a Portugal depois de ter estado no País em janeiro. Na altura deixou críticas à atual via económica assente exclusivamente em políticas de austeridade: "As elevadas taxas de desemprego nas camadas mais jovens de vários Estados-membros da União Europeia está não só a destruir a confiança em cada país, mas também atingir o nosso sistema civilizacional e democrático. A maioria dos membros do Parlamento Europeu estão a lutar por disciplina [financeira], que é inevitável, mas também entendem que se investimento, sem crescimento, sem luta contra o desemprego não é possível qualquer recuperação económica."

Também não poupou o FMI: "Tomei nota do relatório do FMI [para Portugal], mas também tomei nota de observações do mesmo FMI há alguns dias atrás, concluindo que a receita [de austeridade] estava errada. No entanto, agora parece que voltaram com a velha receita, que consideravam errada no FMI."

Mas ontem foi Alfredo Rubalcaba o convidado internacional do PS. O secretário-geral do PSOE, em Espanha, manifestou apoio às reivindicações do PS de António José Seguro."Desde aqui quero dizer à 'troika' que sim, que Portugal tem direito a renegociar os seus contratos, as condições dos empréstimos. Tem direito porque demonstrou durante estes anos um esforço e um valor que merecem a confiança de toda a Europa", disse.

Salientou ainda que "nunca a esquerda viu tão claramente que defender os seus interesses é defender os interesses" de Portugal e Espanha. "A direita portuguesa e a direita espanhola são como duas gotas de água: iguais. Sofremos juntos uma direita, a portuguesa e a espanhola, que está a aproveitar a crise em que vivem os nossos países para ajustar contas com o Estado social, com o Estado do bem-estar, que nunca quiseram, no qual nunca confiaram, que nunca ajudaram a construir", criticou.

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