Marques Mendes aplaude demarcação de Cavaco

O antigo líder do PSD Luís Marques Mendes aplaudiu hoje a demarcação do Presidente da República em relação a conflitos "artificiais" com o Governo e reiterou que é "um disparate" tentar estimular especulações.

"O Presidente da República fez bem em demarcar-se desse tipo de atitudes e comportamentos, porque acho que essas atitudes, esses comportamentos, essa tentativa de estimular conflitos institucionais, que ainda por cima acho que são artificiais, é próprio de quem não está bom da cabeça", afirmou Marques Mendes, em declarações aos jornalistas à entrada para uma conferência sobre a Europa.

Ao início da tarde, numa declaração escrita enviada à Agência Lusa, o chefe da Casa Civil do Presidente da República rejeitou "interpretações especulativas" sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarecendo que não têm fundamento notícias de desentendimentos com o Governo.

"Na sequência de notícias veiculadas nos últimos dias em órgãos de comunicação e que tentam envolver o Presidente da República na origem de meras interpretações especulativas sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarece-se que essas notícias não têm fundamento", referiu Nunes Liberato.

Classificando as notícias sobre desentendimentos entre Belém e São Bento como "um enorme disparate", Marques Mendes rejeitou o fomento de "artigos especulativos", lembrando que Portugal "já está cheio de problemas".

"Acrescentar ainda um problema político, ainda por cima um alegado conflito que eu acho artificial entre órgãos de soberania, acho que é de quem não está bom da cabeça", sublinhou.

Por isso, continuou, o chefe de Estado fez bem em demarcar-se totalmente desse tipo de atitudes, porque as notícias que surgiram no fim-de-semana são "um mau serviço para o país", que "precisa de coesão e não de divisões".

O antigo líder social-democrata considerou ainda as notícias sobre desentendimentos entre São Bento e Belém como "injustas para o Governo", porque o executivo "merece ser ajudado" na "tarefa ciclópica" que tem entre mãos.

Além disso, vincou, "também não é bom para a imagem do Presidente da República", pois nenhum chefe de Estado se saiu bem na tentativa de ser "jogador em vez de ser árbitro".

No sábado, o semanário Expresso noticiou a existência de uma "divisão profunda" entre o Presidente da República e o Governo, com o chefe de Estado a discordar de alguns cortes na despesa e a temer "sangrias" na função pública e na Saúde.

No dia seguinte, o Público referia que "é absoluta a discordância de algumas das mais proeminentes personalidades do cavaquismo e do próprio Presidente da República sobre a condução da política orçamental e as prioridades para a organização das finanças públicas, que têm sido adotadas pelo Governo".

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