Marinho Pinto diz que "deputados ganham pouco"

Eurodeputado lamenta que o salário dos parlamentares portugueses seja quase cinco vezes inferior ao dos deputados europeus. Quanto à cisão com o MPT, diz que não conseguiria realizar o seu "projeto político" no partido.

António Marinho Pinto considera que o salário dos deputados portugueses "não é digno", pelo que defende uma discussão nacional em torno da remuneração dos titulares de cargos políticos.

"Em Portugal, [os deputados] ganham pouco, é quase cinco vezes menos que um deputado europeu", disse o eurodeputado, eleito pelo Movimento Partido da Terra (MPT), em entrevista à Rádio Renascença. E prosseguiu: "Os órgãos de soberania são mal remunerados, a começar no Presidente da República e a acabar nos juízes. Deveria haver essa cautela. E não há porque muitos políticos encontram formas, por vezes ilícitas, de suprirem essa deficiência."

Segundo o antigo bastonário da Ordem dos Advogados, 3515 euros não é um valor "digno", tal como enfatizou que aquilo que ganhava enquanto bastonário (4800 euros) não permitia "grandes coisas". "Não permite ter padrões de vida muito elevados em Lisboa, fora de casa", sustentou.

Quanto ao futuro político, Marinho Pinto assinalou que se for eleito deputado nas legislativas do próximo ano exercerá o cargo em regime de exclusividade, embora não se vincule à ideia de permanecer os quatro anos no Parlamento. "Está a pedir-me que vire profeta", respondeu.

Já sobre o divórcio do MPT, salientou que "um partido deve estar ao serviço do povo e do interesse nacional e não dos seus dirigentes" e observou que o seu projeto político não seria possível de realizar por falta de dimensão nacional.

A rematar Marinho e Pinto, que já anunciou a criação de um novo partido e que se define como um "homem de esquerda", deixou ainda a ideia de que não será fácil entender-se com António Costa, responsável por um "tumulto no PS".

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