Marinho e Pinto admite tudo menos coligações "à grega" com os centristas

Movimento espera pelo Constitucional para concorrer às eleições na Madeira e após as legislativas admite fazer governo com o PSD.

A oito meses das eleições legislativas, o Partido Democrático Renovador (PDR), liderado pelo eurodeputado António Marinho e Pinto, que nas próximas semanas deverá ver confirmada a sua formalização pelo Tribunal Constitucional, afirma-se pronto para uma solução de governo tanto com o PS como com o PSD e só exclui mesmo o CDS de uma possível coligação.

"Só não aceitamos coligações "à grega", como o Syriza, que se coligou com um partido antissemita, racista e homofóbico. Em Portugal, nos partidos da atual maioria de governo há pulsões sociais-democratas e pulsões extremamente conservadoras e até, de alguma forma, xenófobas. Pelo menos, o líder do CDS, Paulo Portas, chegou até em tempos a manifestar algumas ideias contra a comunidade estrangeira, o que me desagradou muito... Será bem-vinda a dimensão social-democrata da atual maioria, mas não quem não tiver uma visão plural da sociedade e consentânea com os direitos e a dignidade da pessoa humana", defendeu ao DN Marinho e Pinto, com Eurico Figueiredo, antigo deputado do PS e atual membro da comissão coordenadora do PDR, a clarificar que os democratas-cristãos estão excluídos de qualquer entendimento: "Pela nossa declaração de princípios, que deverá ser discutida e confirmada pelo programa político que apresentaremos nos próximos meses, não excluímos nenhum partido com assento parlamentar, exceto o CDS. Uma aliança com o PSD poderá ser útil para que a direita perca peso no governo, tal como com o PS, para que não haja a necessidade do Bloco ou do PCP... Podemos nem sequer ir para o governo e fazer um acordo de incidência parlamentar e nem excluímos a possibilidade de o povo português nos dar uma maioria absoluta, tal como aconteceu na Grécia com o Syriza..."

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