Maria Luís avisa que "processo reformista" é para continuar

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, considera que saída da troika foi "decisiva", mas isso não significa "fim imediato" da difícil situação económica e social

Maria Luís Albuquerque disse esta manhã que "a conclusão do programa foi decisiva, mas não afasta de imediato os custos económicos e sociais do ajustamento" Numa conferência em Cascais organizada pela revista britânica The Economist a ministra das Finanças destacou, no entanto, que o fim do resgate "não simboliza o culminar de um processo reformista, que tem necessariamente de continuar".

Numa retrospetiva dos vários resgates de que Portugal foi alvo em 40 anos de democracia, Maria Luís Albuquerque lembrou que "as finanças públicas colapsaram por três vezes e por três vezes colocaram em causa a capacidade de financiamento do Estado".

Maria Luís Albuquerque destacou que "o sistema político exigiu um grande esforço dos portugueses porque não soube aprender com os erros anteriores", destacando que "existiu falta de responsabilidade perante o país". E vaticinou: "Isso jamais se pode repetir".

Já na fase de debate, Maria Luís Albuquerque admitiu que em Portugal os impostos são elevados, mas que a descida dos mesmo implicaria "escolhas difíceis".

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