Maria de Belém Roseira deixa a presidência do PS

A atual presidente do PS não será reconduzida. Regulamento eleitoral para a eleição do secretário-geral do partido foi aprovado por unanimidade: será a 21 e 22 de novembro.

Só quando o árbitro apitou para o final do jogo de Portugal - e o golo ainda foi festejado no bar do hotel Altis, em Lisboa - os socialistas arrancaram para a primeira Comissão Nacional já sem a liderança de António José Seguro desde 2011. Esta reunião foi marcada por Maria de Belém para as 21.00.

A presidente do PS (pontual, como fez questão de sublinhar) acabou por ser das novidades da noite, com a notícia de que estará de saída da presidência socialista. Aos jornalistas, Maria de Belém notou que cumpre os mandatos "até ao fim", mas que "já tinha falado com António Costa". Sem abrir o jogo sobre as razões porque sai: "Por razões que só entre nós são discutidas, [disse] que não pretendia continuar como presidente do partido." Costa respondeu que "respeita" os "desejos" de Maria de Belém.

Já o futuro secretário-geral do PS chegou bem-disposto (mas o empate ainda se mantinha em Copenhaga) e com poucas palavras - e uma comitiva que incluía Carlos César, Manuel Pizarro e Capoulas Santos. António Costa disse esperar que tudo corresse bem, manifestando alguma surpresa pelas perguntas. "Sabe alguma coisa que eu não sei?", interpelou. E limitou-se a acrescentar que "quando o Orçamento for conhecido é que vamos falar", apesar do líder parlamentar socialista ter antecipado esta terça-feira o mais que provável chumbo do PS. E lá seguiu para a reunião onde o ponto principal da agenda era a marcação das eleições diretas para secretário-geral e do congresso, que o próprio já tinha antecipado (com uma alteração na proposta para eleger o líder). Já o regulamento eleitoral para a eleição do secretário-geral do partido foi aprovado por unanimidade: será a 21 e 22 de novembro, ficando à escolha de cada federação distrital um único dia para ter lugar essa votação.

Uma semana depois tem lugar o congresso, a 29 e 30 de novembro, que entronizará António Costa como secretário-geral do PS e elegerá outros órgãos dirigentes (exceto a Comissão Política e o Secretariado Nacional socialistas, que são eleitos depois pela Comissão Nacional). Até lá, é a Comissão Organizadora do Congresso (COC) que tem em mãos a preparação do conclave socialista. A presidência ficou entregue a Joaquim Raposo, que já tinha presidido a COC no ano passado, acompanhado de Acácio Pinto e Maria da Luz Rosinha, entre outros.

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