Marco António Costa reduz não pagamento de Passos a um "lapso"

Porta-voz do PSD considera "aceitáveis" as justificações do primeiro-ministro sobre a dívida à Segurança Social. E acrescenta: "Podia não ter pago e pagou."

Para Marco António Costa, vice-presidente e coordenador político do PSD, o facto de Pedro Passos Coelho não ter pago contribuições à Segurança Social resultou, afinal, de um "lapso". Foi desta forma que o porta-voz dos sociais-democratas desvalorizou esta segunda-feira o incumprimento do primeiro-ministro, cujo valor ascendia a quatro mil euros.

À margem das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem esta segunda e terça-feira no Porto, e confrontado insistentemente pelos jornalistas sobre como era possível um trabalhador independente ter estado cinco anos sem fazer esses pagamentos, Marco António Costa recusou adjetivar o incumprimento do primeiro-ministro - apenas regularizado depois de ter sido publicada a notícia do Público -, mas considerou que as justificações de Passos tinham sido "aceitáveis".

Ou seja, Marco António Costa não vê razões para que o primeiro-ministro tenha de retirar consequências políticas desta situação, mesmo quando lhe foi recordado o caso de António Vitorino, que em 1997 se demitiu do executivo liderado por António Guterres - na altura era ministro da Defesa - por suspeitas de irregularidades fiscais (no caso não pagamento de SISA).

O dirigente "laranja" justificou a tese ao vincar que Passos Coelho nunca foi notificado pela Segurança Social sobre essas irregularidades apenas em 2012. Mesmo só a tendo regularizado este ano, Marco António Costa atirou: "Podia não ter pago [a dívida estava prescrita] e pagou. Utilizou a faculdade que a lei lhe permite."

Recorde-se que a dívida de Passos à Segurança Social decorre do período em que terminou o seu mandato como deputado, em outubro de 1999, e a data em que começou a trabalhar no grupo Fomentinvest, em setembro de 2004.

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