Marco António Costa diz que "se alguém tem agenda escondida" é o PS, "o partido do não"

O vice-presidente do PSD Marco António Costa disse hoje que se "alguém tem uma agenda escondida" de políticas ou medidas é o PS, que acusou de ser "o partido do não" que "não se compromete com nada nem ninguém".

"Se alguém tem uma agenda escondida em Portugal é o maior partido da oposição. (...) Só tem uma agenda não escondida quem faz propostas e se apresenta como alternativa", afirmou o vice-presidente e porta-voz do PSD, em declarações em Viseu, na sessão de encerramento das jornadas parlamentares sociais-democratas.

O PS, declarou Marco António Costa "não promete nada mas também não se compromete com nada nem ninguém", sendo o "partido do não".

"Não promete, não propõe, não apoia, não ajuda, não assume compromissos. É verdadeiramente o partido do não. Desejávamos ter uma oposição diferente", frisou o porta-voz do PSD e coordenador da comissão política.

Fazer "o mais fácil", que passa por "criticar sem apresentar propostas", não representa a "oposição construtiva" que se deseja, advoga Marco António Costa.

"Refugiar-se em silêncios ambíguos em momentos de aperto quando a opinião pública quer esclarecimentos não favorece a obrigação institucional do maior partido da oposição", diz o social-democrata, criticando que o partido tenha firmado o pacto orçamental europeu mas rejeite as medidas a adotar para atingir tais metas.

Marco António Costa reiterou que o PSD e o Governo estão permanentemente disponíveis para o diálogo e compromisso com diferentes atores sociais e políticos.

"Sempre que nos fecham a porta ao diálogo, aos compromissos, voltamos a reabrir essa porta em permanência porque consideramos que esse é o dever maior de quem tem a responsabilidade de governar o país nas circunstâncias em que vivemos", declarou perante os deputados do PSD.

"Olhamos para o país como uma responsabilidade de criar condições para que todos sem exceção se comprometam em apoiar soluções mais benéficas para os portugueses", acrescentou ainda sobre a importância de compromissos em diversas matérias.

O coordenador da comissão política do PSD falou ainda da agenda do partido para o futuro, que passa por áreas como a demografia ou o próximo quadro comunitário de apoio, realçando que a cerca de dois meses do fim do programa de resgate há "todas as condições para que se faça hoje na praça pública a discussão que está a ser feita" sobre o pós-"troika'.

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