Marcelo também chumbou Sanches no júri presidido por Nóvoa

Marcelo Rebelo de Sousa também integrou o júri académico, presidido por António Sampaio da Nóvoa, que em 2007 chumbou o fiscalista Saldanha Sanches em provas de agregação para professor catedrático.

O papel do putativo candidato presidencial Sampaio da Nóvoa nesse júri da Universidade de Lisboa (de que era então reitor) foi hoje recordado num artigo de opinião no DN assinado por João Taborda da Gama (ex-aluno que Saldanha Sanches na Faculdade de Direito daquela universidade).

Intitulado "Sampaio da Nóvoa Presidente", o artigo consiste num longo elogio pessoal, político e profissional de Taborda da Gama a Saldanha Sanches.

No final, recorda que em junho de 2007 o fiscalista foi, de "forma vil", chumbado na Universidade de Lisboa quando se apresentou a provas de agregação. E remata recordando: "O júri que reprovou José Luís Saldanha Sanches tinha António Sampaio da Nóvoa como presidente". "Nos júris académicos, como nos países, há um presidente, alguém cimeiro que normalmente não deve intervir, só apenas em casos-limite, para impedir a injustiça. Alguém que tem de ter coragem para repor a ordem justa das coisas, sempre que esta falte. Uma espinha dorsal e moral sobressalente, de reserva."

Ora, segundo uma notícia então da "Visão", esse júri integrava também uma outra personalidade envolvida no atual jogo presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa. A decisão foi por voto secreto mas a revista consegui restituí-la. Marcelo fez parte do grupo de seis professores que chumbaram a agregação (os outros foram Diogo Leite de Campos, Jorge Braga de Macedo, Menezes Cordeiro, Fausto de Quadros e Paz Ferreira). Três professores terão votado a favor: Jorge Miranda, Teixeira de Sousa e Paulo Otero.

Na altura, por ser uma decisão muito rara (para não dizer inédita) e por estar em causa um fiscalista com elevada notoriedade pública e prestígio profissional, o caso tornou-se bastante polémico.

Saldanha Sanches - que morreria três anos depois, com 66 anos, vítima de cancro - disse que a decisão foi política e que a maior parte dos membros do júri não tinham conhecimentos para lhe avaliar a tese (sobre os limites do planeamento fiscal).

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