Marcelo: "Se o acordo falhar, o primeiro entalado é o Presidente"

No comentário semanal na TVI, o social-democrata sublinhou que a ideia de Cavaco era "boa em teoria", mas falhou por não explicar o que faria ao Governo e por não adiantar soluções caso não haja entendimento entre a maioria e o PS.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu este domingo, no habitual espaço de comentário político no "Jornal das 8" da TVI, que o Presidente da República não só não resolveu a crise política provocada pelas demissões de Vítor Gaspar e Paulo Portas como ainda a "prolongou" e, ao fazê-lo, "agravou-a".

O comentador considera por isso que, se o eventual entendimento entre a maioria PSD/CDS e o PS não for possível, será Cavaco Silva a sair pior na fotografia. "A probabilidade de haver acordo que vá ao encontro da proposta do Presidente é, diria, de 10%, sendo muito generoso. Se o acordo falhar, o primeiro a ser entalado será Cavaco Silva", sublinhou.

O conselheiro de Estado observou, por outro lado, que os mercados "reagiram da mesma forma" à fórmula da Cavaco que à demissão do ministro Paulo Portas e lamentou que, "como economista experiente", o Chefe do Estado deveria ter "antecipado esse cenário".

No que respeita à moção de censura apresentada pelo PEV ao Governo, o ex-presidente do PSD sustentou a tese de que terá o efeito contrário ao pretendido, ou seja, será uma "moção de confiança" e "servirá de vitamina" ao Executivo.

Já sobre o PS, Marcelo acredita que António José Seguro "está com medo do PCP e do BE" e que, por isso, vai tentar "cobrir-se à esquerda" com o voto favorável na moção de censura, enquanto negoceia com o PSD e com o CDS.

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