Marcelo Rebelo de Sousa contra eleições antecipadas

No final de um jantar em Albufeira, de apoio ao candidato do PSD à câmara local, Carlos Silva e Sousa, o professor catedrático e comentador político, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações ao DN chamou a atenção de se formar uma nova coligação ou acordos minoritários a seguir à realização de eventuais eleições legislativas em simultâneo com autárquicas em Setembro de 2013. E continua a achar "incompreensível" a atitude de Paulo Portas ao demitir-se do Governo e voltar ao Executivo.

Marcelo Rebelo de Sousa alerta para o cenário de uma eventual realização de eleições legislativas antecipadas em simultâneo com as autárquicas, no dia 29 de Setembro, ou nesse período, poder criar um "problema adicional" ao país, sem a obtenção de uma maioria absoluta de um só partido. "O prazo de tempo é muito curto. Poderia ser punitivo para quem é Governo, mas sem maioria absoluta para nenhum partido. E até por causa disso, ainda haveria este o problema adicional: seria a necessidade de formar coligações ou acordos minoritários a seguir às eleições. Seria termos, no fim de tudo, uma situação não muito mais clara do que aquela que temos", insistiu, em declarações ao DN, o antigo líder do PSD, professor catedrático e comentador político, no final de um jantar, ao princípio da madrugada de sexta-feira, no Pavilhão Municipal de Albufeira, de apoio ao candidato do seu partido à presidência da câmara local, Carlos Silva e Sousa.

Na perspetiva de Marcelo Rebelo de Sousa, a antecipação de eleições legislativas "depois de terminar o período da troika", em 2014, embora "não desejável, é menos grave para o país". "Acho que na situação financeira europeia e portuguesa, o cenário de eleições é um cenário com custos enormes para o país. Aliás, viu-se nas primeiras 24 horas o que poderia acontecer se de repente tivéssemos não 24 nem 48 horas de dúvida, mas tivéssemos três meses", observou Marcelo Rebelo de Sousa, numa alusão ao aumento dos juros da dívida pública e quedas na Bolsa no início desta semana após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ter anunciado a sua demissão do Governo. Por isso, o professor e analista político entende que, "pelo menos até às eleições europeias, no próximo ano, seria bom que não se realizassem eleições legislativas".

Numa altura em que prefere "esperar para ver" qual é a posição do PSD e do CDS, bem como a do Presidente da República, Cavaco Silva, e dos partidos políticos da oposição "relativamente à fórmula" sem a especificar, anunciada, na sexta-feira, pelo primeiro-ministro, Passos Coelho, aos jornalistas, para o entendimento em relação a mudanças no Governo, por imposição de Paulo Portas, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu ter sido "incompreensível" a atitude do líder centrista ao demitir-se e ponderar agora regressar ao Executivo. "Neste momento, foi uma surpresa para toda a gente. Acho que foi incompreensível. Até agora ainda não consegui compreender", concluiu o antigo dirigente do PSD.

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