Marcelo crê em Costa no Governo até ao fim: "Conheço-o desde os 19 anos. O que ele disse é para levar a sério"

Presidente da República revelou, em entrevista ao podcast do Expresso "Deixar o Mundo Melhor", de Francisco Pinto Balsemão, que foi a pandemia que o fez avançar para mais um mandato.

Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que acredita que António Costa vai cumprir o mandato até ao fim. Em entrevista ao podcast do Expresso "Deixar o Mundo Melhor", de Francisco Pinto Balsemão, o Presidente da República recordou que conhece o atual primeiro-ministro há muito tempo.

"No discurso de posse fui muito claro quando disse que estava para cumprir o mandato e eu, que o conheço desde os 19 anos, acho que o que ele disse é para levar a sério", afirmou o chefe de Estado, que revelou que foi a pandemia que o fez avançar para mais um mandato.

Marcelo diz que o entendimento entre Presidente da República e primeiro-ministro deve ser total em matérias como a defesa ou a política externa. "Nem sei bem como é possível haver um PR que não se entenda bem com um primeiro-ministro numa matéria que a Constituição reparte entre os dois. Na política de defesa e na política externa têm de se entender a 100%. Não pode ser a 50%, 60% ou 70%", frisou.

Quando terminar o mandato, Marcelo diz que não vai voltar a dar aulas nem fazer comentários na comunicação social, assim como não vai intervir politicamente sobre antecessores e sucessores. "O que é que eu então vou fazer? Vou pôr o acento tónico na minha parte da ação social. Aí tenho de escolher, por causa da minha idade, tenho de escolher algumas áreas. Ou será sem-abrigo ou cuidados paliativos ou cuidadores informais. Não podem ser três, quatro ao mesmo tempo", desvendou, assumindo ainda assim que, por deixar a presidência aos 78 anos, terá de "desacelerar na vida".

O Palácio de Belém, garante, não lhe vai deixar saudades. "O Palácio de Belém achei sempre frio. Agora tenho estado mais tempo lá. Vivo uma parte do tempo lá, mas não é muito atrativo. Não vou ter saudades. Percebi o erro que é as pessoas ficarem agarradas aos locais, agarradas aos ritos, agarradas aos hábitos. E por isso mantive sempre esta coisa: vou nadar, vou conduzir o meu carro, faço programas que fazia antigamente, portanto, no limite do possível, nunca larguei isso", afirmou.

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