Marcelo censura ministra da Justiça por falar "muito, muito, muito"

Paula Teixeira da Cruz fala "muito, muito, muito" e foi "impulsiva" ao sugerir na TSF a legalização da venda de drogas leves, por exemplo em farmácias. "Falar a título pessoal? Não sei o que é isso..."

Comentando a atualidade política semanal na TVI, o professor considerou que a ministra da Justiça não pode falar a título pessoal sobre matérias que estão na sua jurisdição como membro do Governo. "Falar a título pessoal? Não sei o que é isso..."

Marcelo Rebelo de Sousa comentou também as evoluções desta semana no que toca a eleições presidenciais (Santana Lopes adiou para outubro ou 'sim' ou 'não' definitivo e a recusa de Guterres em ser candidato ganhou foros de certeza).

Mantendo-se fiel ao calendário que há muito estabeleceu disse que só se pronunciará definitivamente sobre o assunto depois das próximas eleições legislativas. Para já "não há decisão nenhuma".

Depois de dizer que Santana, ao recuar, "compreendeu" o que ele próprio há muito vinha dizendo, deu como certo que António Vitorino será o senhor que se segue nas escolhas do PS. Disse que é uma pessoa de quem gosta "muito", até porque foi seu orientador académico em Direito.

Seja como for - acrescentou - "a direita vai ter um caminho difícil para percorrer", tanto nas presidenciais como nas legislativas, já que "as sondagens dizem que a esquerda tem dois terços" do eleitorado. Assim "não existe" para si "nenhuma autoestrada" - uma referência a palavras de Marques Mendes anteontem na SIC.

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